A partir do ano que vem, Funeas assume a direção dos dois hospitais estaduais de Londrina. O LONDRINENSE sugere que se discuta também a situação da Saúde Mental em Londrina
Telma Elorza com assessoria
O LONDRINENSE
Nesta sexta-feira (12), às 17h30, a Comissão de Seguridade Social da Câmara de Londrina promove reunião pública remota para discutir os impactos no atendimento da saúde em Londrina com a transferência da gestão dos hospitais Zona Norte (HZN) e Zona Sul (HZS) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para a Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná (Funeas), uma fundação pública com personalidade jurídica de direito privado.
A mudança foi anunciada em setembro pela Sesa. Segundo a vereadora Lenir de Assis (PT), presidente da Comissão de Seguridade Social, a intenção da reunião é ouvir os administradores públicos para entender o porquê dessa alteração e quais serão as mudanças no atendimento à população. “É uma preocupação muito grande porque, até agora, esse debate não veio a público. Sabemos que a Funeas já está operando e é fundamental que nós saibamos quais serão essas mudanças para que a população de Londrina e os usuários da saúde não sejam pegos de surpresa. Para isso é fundamental que se mostre a realidade […], o que está acontecendo, quais as mudanças, quais serão os benefícios para a população, mas também quais as perdas que, certamente, ocorrerão por deixar de ser um serviço completamente público”, afirmou.
E a Saúde Mental?
Em agosto, O LONDRINENSE anunciou em primeira mão a mudança de gestão dos hospitais estaduais, nessa reportagem. Na época, tentou falar com o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, mas não obteve resposta. Na mesma reportagem, o jornal também chamou a atenção para a demissão de funcionários do Cismepar que atendem o serviço de Saúde Mental de Londrina, os três Centros de Atenção Psicossocial de Londrina (CAPS) – CAPS III (com internação de emergência), CAPS i (atendimento a crianças e adolescentes) e o CAPS AD (álcool e drogas) e que estaria sendo substituídos por servidores contratados através de chamamento público, temporários. De lá para cá, a situação piorou. E está cada vez mais difícil conseguir atendimento psiquiátrico na rede pública de Londrina, enquanto os consultórios psiquiátricos que atendem por convênios estão lotados. O secretário também não quis falar com o jornal sobre a situação. O LONDRINENSE sugere aos vereadores que questionem também essa falta de zelo com a saúde mental de Londrina.
Confirmaram participação até o momento:
- Felippe Machado, secretário municipal de Saúde;
- Susana de Lacerda, promotora da 24ª Promotoria de Justiça;
- Silvia Karla Azevedo Vieira Andrade, diretora executiva do Cismepar;
- Vivian Biazon Feijó, superintendente do Hospital Universitário;
- Reilly Alberto Aranda Lopes, diretor-geral do Hospital Dr. Anísio Figueiredo (Hospital Zona Norte);
- Laurito Porto de Lira Filho, presidente do Conselho Municipal de Saúde;
- Eliel Santos, membro titular do Conselho Estadual de Saúde;
- Olga Estefania Duarte Gomes Pereira, coordenadora geral do SindSaúde-PR;
Também foram convidados:
- Beto Preto, secretário de Estado da Saúde;
- Marcelo Machado, diretor-presidente da Funeas;
A comissão é composta pelos vereadores Lenir de Assis (PT), como presidente; Nantes (PP), como vice-presidente; e Eduardo Tominaga (DEM), como membro.
A reunião será transmitida pelo site da Câmara, pelo canal do Youtube e pelo Facebook
Foto: Arquivo/CML

