Por Robson Moretão
E aí, galera do “ALÉM DOS CONTROLES”! Aqui é o Robson Moretão, seu parceiro de jogatinas há mais de 20 anos, sempre na trilha dos pixels e polígonos que fizeram história. Hoje vamos embarcar numa viagem no tempo para relembrar aqueles games que não só marcaram épocas, mas definiram o que é ser gamer em cada década. Preparem os corações (e os saves), porque vamos falar de clássicos, reviver memórias e, claro, apontar os prós e contras de cada um. Vamos lá?
Década de 1980: Pac-Man (1980)

Ah, os anos 80! A era dos fliperamas, do som sintetizado e do começo de uma revolução digital. E quem melhor para representar essa década do que o famoso Pac-Man? Esse jogo simples, mas viciante, conquistou o mundo com sua jogabilidade fácil de entender, mas difícil de dominar.
Prós:
- Simplicidade genial: qualquer um podia jogar, desde crianças até avós.
- Revolucionou o conceito de personagens em games, criando um ícone pop.
- Multiplayer indireto: competir por pontuações altas virou uma febre.
Contras:
- Gráficos limitados (óbvio, era 1980, né?).
- Podia ficar repetitivo depois de um tempo.
- A dificuldade aumentava de forma brutal, o que frustrava muitos jogadores.
Mas, convenhamos, sem o Pac-Man, talvez não tivéssemos tantos games com mecânicas simples e viciantes hoje em dia. Ele é o avô de todos os indies!
Década de 1990: Super Mario World (1990)

Os anos 90 foram a era de ouro dos consoles, e o Super Mario World para o Super Nintendo é o representante máximo dessa década. Esse jogo não só definiu o que um platformer 2D deveria ser, mas também trouxe inovações que influenciaram gerações.
Prós:
- Gráficos coloridos e cheios de personalidade.
- Introdução do Yoshi, o dinossauro mais fofo dos games.
- Níveis criativos e cheios de segredos, incentivando a exploração.
Contras:
- Para alguns, a dificuldade era um pouco desigual (quem lembra dos Castle Levels?).
- O modo dois jogadores era limitado, com os jogadores revezando.
- A trilha sonora, embora icônica, podia enjoar depois de horas.
Mas, cá entre nós, Super Mario World é um jogo que até hoje é divertido de jogar. É atemporal, como um bom vinho… ou um cogumelo power-up!
Década de 2000: The Sims (2000)

Os anos 2000 foram marcados pela diversificação dos games, e The Sims foi um dos responsáveis por isso. Esse simulador de vida permitia que os jogadores criassem suas próprias histórias, construíssem casas e vivessem vidas virtuais. Foi um fenômeno cultural!
Prós:
- Liberdade criativa: você podia fazer quase qualquer coisa.
- Expansões que adicionavam novas camadas de gameplay.
- Acesso a um público que não era tradicionalmente gamer.
Contras:
- O custo das expansões podia pesar no bolso.
- Sem um objetivo claro, alguns jogadores se perdiam.
- O humor podia ser um pouco repetitivo depois de um tempo.
The Sims mostrou que games não precisam ser sobre ação ou competição. Às vezes, é só sobre viver uma vida alternativa (e colocar sua família na piscina e tirar a escada, né?).
Década de 2010: The Witcher 3: Wild Hunt (2015)

A década de 2010 foi marcada por narrativas profundas e mundos abertos imersivos, e The Witcher 3 é o ápice disso. Com uma história envolvente, gráficos deslumbrantes e um mundo cheio de detalhes, esse jogo elevou o patamar dos RPGs.
Prós:
- Narrativa rica e personagens memoráveis.
- Mundo aberto vasto e cheio de atividades.
- DLCs que valiam quase como jogos completos.
Contras:
- A curva de aprendizado pode assustar iniciantes.
- Alguns bugs no lançamento (mas nada que patches não tenham resolvido).
- O combate, embora bom, não é o ponto mais forte do jogo.
The Witcher 3 é daqueles jogos que você termina e fica com aquela sensação de “e agora?”. É uma obra-prima que definiu os RPGs modernos.
Década de 2020: Elden Ring (2022)

Se tem um jogo que definiu a vibe dos anos 2020 até agora, esse jogo é Elden Ring. Desenvolvido pela FromSoftware (os mesmos criadores de Dark Souls) em colaboração com George R.R. Martin (autor de Game of Thrones), Elden Ring trouxe uma experiência épica, desafiadora e absurdamente imersiva. Ele não só conquistou os fãs hardcore, mas também atraiu uma legião de novos jogadores para o universo dos soulslike.
Prós:
- Mundo aberto impressionante: The Lands Between é um mapa vasto, cheio de segredos, dungeons e chefes opcionais. Explorar nunca foi tão recompensador.
- Narrativa envolvente: A história, escrita por George R.R. Martin, é cheia de lore profunda e personagens memoráveis. Cada item, diálogo ou cenário conta uma parte da trama.
- Liberdade de gameplay: Você pode criar seu próprio estilo de jogo, seja com magias poderosas, espadas gigantes ou ataques furtivos.
- Desafio gratificante: Como todo soulslike, a dificuldade é alta, mas cada vitória traz uma sensação de conquista inigualável.
Contras:
- Dificuldade intimidadora: Pode afastar jogadores casuais ou quem não tem paciência para morrer várias vezes.
- Curva de aprendizado: O jogo não segura sua mão, então entender mecânicas como escalação de armas ou status pode ser confuso no começo.
- Performance no lançamento: Algumas versões (especialmente para PC) tiveram problemas de framerate e bugs, mas patches corrigiram boa parte disso.
Elden Ring é a prova de que os anos 2020 estão redefinindo o que um RPG de mundo aberto pode ser. Ele mistura a complexidade dos jogos da FromSoftware com a liberdade de exploração de títulos como The Legend of Zelda: Breath of the Wild. E, convenhamos, quem nunca se emocionou ao derrotar um chefe depois de 20 tentativas, que atire a primeira pedra!
Curtiu a viagem no tempo?
E aí, galera, curtiram essa viagem no tempo? Cada década trouxe algo único para o mundo dos games, e esses títulos são provas vivas (ou digitais) disso. Conta pra mim nos comentários qual jogo marcou a sua década favorita! E não se esqueçam de compartilhar esse post com seus amigos que também amam games. Até a próxima, lembrem-se: a vida é como um jogo, cheia de fases difíceis, mas sempre com um continue esperando por você.
Abraços!
Foto principal: divulgação Gamecom Asia
Robson Moretão

Um maluco por games desde sempre – há mais de 30 anos! Sou fissurado em histórias incríveis, desafios “impossíveis” e gráficos realistas. Aqui, na minha coluna, vou falar sobre o avanço desta indústria fantástica e seus desdobramentos.
Ah, e se quiser ficar por dentro das últimas novidades dos games e e-sports diariamente, cola comigo nas minhas redes sociais: Twitter, Tiktok, e Instagram
Leia todas as colunas sobre Games
(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINE̅NSE

