Games que marcaram as décadas: uma viagem no tempo

0068 - CAPA

Por Robson Moretão

E aí, galera do “ALÉM DOS CONTROLES”! Aqui é o Robson Moretão, seu parceiro de jogatinas há mais de 20 anos, sempre na trilha dos pixels e polígonos que fizeram história. Hoje vamos embarcar numa viagem no tempo para relembrar aqueles games que não só marcaram épocas, mas definiram o que é ser gamer em cada década. Preparem os corações (e os saves), porque vamos falar de clássicos, reviver memórias e, claro, apontar os prós e contras de cada um. Vamos lá?

Década de 1980: Pac-Man (1980)

Ah, os anos 80! A era dos fliperamas, do som sintetizado e do começo de uma revolução digital. E quem melhor para representar essa década do que o famoso Pac-Man? Esse jogo simples, mas viciante, conquistou o mundo com sua jogabilidade fácil de entender, mas difícil de dominar.

Prós:

  • Simplicidade genial: qualquer um podia jogar, desde crianças até avós.
  • Revolucionou o conceito de personagens em games, criando um ícone pop.
  • Multiplayer indireto: competir por pontuações altas virou uma febre.

Contras:

  • Gráficos limitados (óbvio, era 1980, né?).
  • Podia ficar repetitivo depois de um tempo.
  • A dificuldade aumentava de forma brutal, o que frustrava muitos jogadores.

Mas, convenhamos, sem o Pac-Man, talvez não tivéssemos tantos games com mecânicas simples e viciantes hoje em dia. Ele é o avô de todos os indies!

Década de 1990: Super Mario World (1990)

Fotos: prints dos jogos

Os anos 90 foram a era de ouro dos consoles, e o Super Mario World para o Super Nintendo é o representante máximo dessa década. Esse jogo não só definiu o que um platformer 2D deveria ser, mas também trouxe inovações que influenciaram gerações.

Prós:

  • Gráficos coloridos e cheios de personalidade.
  • Introdução do Yoshi, o dinossauro mais fofo dos games.
  • Níveis criativos e cheios de segredos, incentivando a exploração.

Contras:

  • Para alguns, a dificuldade era um pouco desigual (quem lembra dos Castle Levels?).
  • O modo dois jogadores era limitado, com os jogadores revezando.
  • A trilha sonora, embora icônica, podia enjoar depois de horas.

Mas, cá entre nós, Super Mario World é um jogo que até hoje é divertido de jogar. É atemporal, como um bom vinho… ou um cogumelo power-up!

Década de 2000: The Sims (2000)

Os anos 2000 foram marcados pela diversificação dos games, e The Sims foi um dos responsáveis por isso. Esse simulador de vida permitia que os jogadores criassem suas próprias histórias, construíssem casas e vivessem vidas virtuais. Foi um fenômeno cultural!

Prós:

  • Liberdade criativa: você podia fazer quase qualquer coisa.
  • Expansões que adicionavam novas camadas de gameplay.
  • Acesso a um público que não era tradicionalmente gamer.

Contras:

  • O custo das expansões podia pesar no bolso.
  • Sem um objetivo claro, alguns jogadores se perdiam.
  • O humor podia ser um pouco repetitivo depois de um tempo.

The Sims mostrou que games não precisam ser sobre ação ou competição. Às vezes, é só sobre viver uma vida alternativa (e colocar sua família na piscina e tirar a escada, né?).

Década de 2010: The Witcher 3: Wild Hunt (2015)

A década de 2010 foi marcada por narrativas profundas e mundos abertos imersivos, e The Witcher 3 é o ápice disso. Com uma história envolvente, gráficos deslumbrantes e um mundo cheio de detalhes, esse jogo elevou o patamar dos RPGs.

Prós:

  • Narrativa rica e personagens memoráveis.
  • Mundo aberto vasto e cheio de atividades.
  • DLCs que valiam quase como jogos completos.

Contras:

  • A curva de aprendizado pode assustar iniciantes.
  • Alguns bugs no lançamento (mas nada que patches não tenham resolvido).
  • O combate, embora bom, não é o ponto mais forte do jogo.

The Witcher 3 é daqueles jogos que você termina e fica com aquela sensação de “e agora?”. É uma obra-prima que definiu os RPGs modernos.

Década de 2020: Elden Ring (2022)

Vamos relembrar juntos, numa viagem no tempo divertida, de games que fizeram nossas horas de lazer mais felizes

Se tem um jogo que definiu a vibe dos anos 2020 até agora, esse jogo é Elden Ring. Desenvolvido pela FromSoftware (os mesmos criadores de Dark Souls) em colaboração com George R.R. Martin (autor de Game of Thrones), Elden Ring trouxe uma experiência épica, desafiadora e absurdamente imersiva. Ele não só conquistou os fãs hardcore, mas também atraiu uma legião de novos jogadores para o universo dos soulslike.

Prós:

  • Mundo aberto impressionante: The Lands Between é um mapa vasto, cheio de segredos, dungeons e chefes opcionais. Explorar nunca foi tão recompensador.
  • Narrativa envolvente: A história, escrita por George R.R. Martin, é cheia de lore profunda e personagens memoráveis. Cada item, diálogo ou cenário conta uma parte da trama.
  • Liberdade de gameplay: Você pode criar seu próprio estilo de jogo, seja com magias poderosas, espadas gigantes ou ataques furtivos.
  • Desafio gratificante: Como todo soulslike, a dificuldade é alta, mas cada vitória traz uma sensação de conquista inigualável.

Contras:

  • Dificuldade intimidadora: Pode afastar jogadores casuais ou quem não tem paciência para morrer várias vezes.
  • Curva de aprendizado: O jogo não segura sua mão, então entender mecânicas como escalação de armas ou status pode ser confuso no começo.
  • Performance no lançamento: Algumas versões (especialmente para PC) tiveram problemas de framerate e bugs, mas patches corrigiram boa parte disso.

Elden Ring é a prova de que os anos 2020 estão redefinindo o que um RPG de mundo aberto pode ser. Ele mistura a complexidade dos jogos da FromSoftware com a liberdade de exploração de títulos como The Legend of Zelda: Breath of the Wild. E, convenhamos, quem nunca se emocionou ao derrotar um chefe depois de 20 tentativas, que atire a primeira pedra!

Curtiu a viagem no tempo?

E aí, galera, curtiram essa viagem no tempo? Cada década trouxe algo único para o mundo dos games, e esses títulos são provas vivas (ou digitais) disso. Conta pra mim nos comentários qual jogo marcou a sua década favorita! E não se esqueçam de compartilhar esse post com seus amigos que também amam games. Até a próxima, lembrem-se: a vida é como um jogo, cheia de fases difíceis, mas sempre com um continue esperando por você.

Abraços!

Foto principal: divulgação Gamecom Asia

Robson Moretão

Elon Musk agora promete revolucionar o mercado de games com estúdio de jogos totalmente feitos por IA. O que acha disso?

Um maluco por games desde sempre – há mais de 30 anos! Sou fissurado em histórias incríveis, desafios “impossíveis” e gráficos realistas. Aqui, na minha coluna, vou falar sobre o avanço desta indústria fantástica e seus desdobramentos.

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