Por Robson Moretão
E aí, galera do ALÉM DOS CONTROLES! Aqui é o Robson Moretão, seu correspondente virtual dos games, com mais de 20 anos narrando essa indústria que não para de evoluir — ou será que parou? Hoje vamos bater um papo sobre um tema que tá dando o que falar: os jogos modernos estão mesmo tão parecidos entre si?
Vamos começar com uma provocação: quando foi a última vez que você jogou um FPS e pensou “caramba, isso aqui é revolucionário!”? Se a resposta for “nem lembro”, você não tá sozinho. Pegue Counter-Strike 2, Valorant e Rainbow Six Siege. Todos são títulos competentes, mas será que não estamos jogando variações do mesmo jogo? Dois times, armas com recoil calculado, mecânicas de plant/defuse ou objetivos táticos. Claro, cada um tem seu tempero — o gunplay do CS é cru, o Valorant aposta em habilidades, e o Siege destrói paredes — mas no fundo, a essência é a mesma.
Agora, vamos migrar para os Soulslikes. Elden Ring, Lies of P e Dark Souls 3 são ótimos exemplos. Todos têm:
- Checkpoints que resetam os inimigos;
- Combate metódico, onde um erro pode ser fatal;
- Lore fragmentada pra você montar como um quebra-cabeça.
Elden Ring inovou com o mundo aberto, mas a base é a mesma de sempre. E não me entendam mal: eu AMO esses jogos. Mas será que a fórmula já não virou um template?

Kojima tem um ponto (como sempre)
O mestre Hideo Kojima soltou a braba recentemente: “Jogos AAA estão seguros e chatos”. E olha, ele não tá errado. Enquanto os indies arriscam com narrativas experimentais (Hades, Outer Wilds) ou mecânicas malucas (Baba Is You, Tunic), os blockbusters parecem presos num loop de “não assuste o público”.
Kojima ainda cutucou os jogos militares: “Tem gente fazendo jogos de guerra que nunca pegou numa arma”. E ele tem credibilidade — o cara fez Metal Gear, que misturava espionagem com críticas geopolíticas. Enquanto isso, quantos Call of Duty da vida ainda replicam a mesma campanha “EUA vs. vilão genérico do Leste Europeu/Oriente Médio”?
Onde está a inovação dos jogos?
A indústria cresceu, os orçamentos explodiram e o risco diminuiu. Criar algo novo é caro, e as publishers preferem apostar no “já testado”. Mas calma, nem tudo está perdido! Olha só o Death Stranding: um jogo sobre entregar encomendas virou um walking simulator pós-apocalíptico com sistema de multiplayer orgânico. Loucura? Sim. Ousadia? Absoluta.
E os indies? Eles são o sangue novo. Palworld misturou Pokémon com survival. *Lethal Company virou um hit com seu humor absurdo e coop caótico. Esses jogos não têm medo de errar — e é por isso que acertam tanto.
Precisamos de mais ousadia
Não é sobre hate aos AAA, e que fique bem claro. Amo um God of War ou um Horizon. Mas será que não tá na hora de equilibrar o fan service com experiências que desafiem a gente? Como o Kojima disse: “Se tudo for igual, a indústria para”.
E aí, time do ALÉM DOS CONTROLES? Concordam ou tão felizes no confort zone dos games? Me contem nos comentários! E até a próxima.
Robson Moretão

Um maluco por games desde sempre – há mais de 30 anos! Sou fissurado em histórias incríveis, desafios “impossíveis” e gráficos realistas. Aqui, na minha coluna, vou falar sobre o avanço desta indústria fantástica e seus desdobramentos.
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