Educação do futuro exige que as avaliações sejam diferentes

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Avaliar o desempenho de alunos das nossas escolas, desde o ensino infantil até o ensino superior, é algo fundamental não apenas para medir o nível de conhecimento e desenvolvimento dos próprios estudantes, mas, também, para termos uma ideia exata de como e quanto o conteúdo é absorvido. Entretanto, se a metodologia de ensino está em transformação, é imprescindível que o modo como aplicamos essas avaliações também se transforme. O que, infelizmente, está longe de acontecer.

Não estamos mais no tempo de ficar aplicando provas longas com exercícios decorados. Mesmo que essas questões levem os estudantes a entender e compreender as disciplinas, os problemas e as grandes temáticas da humanidade. Ao contrário, é preciso estimular avaliações que potencializem o aprendizado prático, a criatividade, que estimule o surgimento de ideias, habilidades e talentos que, muitas vezes, são sufocados e anulados pela metodologia tradicional.

Por que não implantar discussões participativas que despertem em nossos alunos o interesse por temas e assuntos nem tão populares? Mais ainda: transferir aos próprios estudantes o protagonismo da produção de conteúdo: daí vão sair vídeos, games e o que a imaginação permitir. Tudo o que pode ser utilizado para avaliar o aprendizado. Esse é o ambiente ideal num novo ecossistema de aprendizagem, mediado pela internet e pelas relações digitais, que não serão predominantes, mas incluídas.

Para que isso, de fato, aconteça, é preciso que haja um movimento de escola, instituições, estrutura, professores e todos os agentes que participam do processo educacional. Todos precisam entender que esta já é uma realidade inevitável. Quem se conscientizar, se atualizar e se adaptar mais rapidamente, poderá chegar ao “futuro” mais cedo do que se imagina e do que outras pessoas. A pergunta que fica no ar é: o que mais precisamos para fazer a mudança acontecer?

Lembre-se que não faz muito tempo trocamos a tecnologia dos retroprojetores para a dos datashows. A tecnologia de hoje é ainda mais nova (e inovadora). Quanto tempo ainda vamos demorar para a implantarmos?

Foto: Pixabay

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

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