Com a suspensão da greve, Conselho deve discutir o calendário suspenso no dia 6
Agência UEL
A partir da decisão dos professores em suspender a greve, conforme aprovado em assembleia realizada nesta quarta-feira (31), no Campus Universitário, a Administração da UEL deve convocar reunião extraordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) já para sexta-feira (2), para discutir o calendário da graduação 2019, suspenso no último dia 6 de julho. A expectativa é de que as aulas sejam retomadas já na segunda-feira (5).
Nesta quinta-feira (1º), os membros da Câmara de Graduação deverão se reunir para discutir a proposta de alteração do calendário. A Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) indica que deverá ocorrer a finalização das atividades do primeiro semestre, como forma de garantir que estudantes não tenham prejuízos. A divulgação oficial do novo calendário deverá ocorrer somente após o encerramento da reunião do CEPE.
Pontos pactuados para contratação de 8.366 horas
A renovação foi debatida e acordada do quantitativo de 8.366 horas, para contratação de professores temporários, autorizado pela Comissão de Política Salarial (CPS) da Casa Civil do Governo do Estado trouxe alguns pontos que a UEL precisará cumprir. Entre eles, o compromisso de envidar esforços para reduzir 10% do número de horas extras efetivadas pela instituição para o segundo semestre. Além disso, se comprometeu a fazer um estudo dos elementos que estão incluídos na folha de pagamento e que ensejam dúvidas por parte da CPS, caso esta Comissão formalize os questionamentos.
Em relação à entrada no sistema META 4, a Administração destaca que ficou acordada a criação de um grupo de trabalho técnico, com representantes do governo e das universidades, para que sejam criadas soluções que não impliquem em entraves na gestão de pessoal, e principalmente, que impossibilitem o controle prévio da folha de pagamento.
A administração informa que a retirada das bolsas de residências médicas da folha já havia sido apresentada como exigência da Secretaria de Fazend e não pela CPS. Diante do impasse da Secretaria de Fazenda, as universidades retiraram da Folha de Pagamento, efetuando a liquidação com recursos do Tesouro, disponíveis nas IEES. Será enviada também a relação das Residências e de residentes para viabilizar a suplementação de recursos do Tesouro para garantir os pagamentos, até que seja dada uma solução definitiva para o caso.

