Comento a respeito de dois indicadores importantes na economia, a Taxa SELIC e a inflação. São boas notícias. No entanto, seria melhor se fosse em outro cenário com a economia em expansão. Mas, pelo contrário, o cenário aponta que a crise veio com força e diversos setores contabilizam o prejuízo e alguns consideram o ano como perdido.
De qualquer forma, como uma maneira de suavizar a crise instalada, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central no dia 6/5/20, surpreendeu o mercado cortando 0,75 ponto percentual a taxa SELIC que alcançou o patamar de 3% ao ano, o menor da história. Para saber mais sobre o COPOM e o histórico dos juros, acesse o link .
Vale lembrar que o Copom toma suas decisões conforme alguns indicadores: expectativas da inflação, atividade econômica, contas públicas e cenário externo. Ainda o BC define a taxa Selic visando o cumprimento da meta da inflação que é de 1,5% a 5,5% ao ano.
Pois bem, a SELIC serve como referência para todas as taxas de juros do mercado e é um instrumento de política monetária para controlar a inflação e estimular o consumo.
Mas, nesse momento, apenas baixar os juros não será suficiente. O estado precisa aumentar seus gastos para que a demanda volte a crescer por meio de investimentos públicos. E como a demanda está baixa, o resultado é que a inflação oficial brasileira atingiu o menor patamar mensal em 22 anos.
Isso mesmo, o IPCA (índice nacional de preços ao consumidor amplo), foi negativo em abril (-0,31%), apresentando a menor variação mensal desde agosto de 1998 (-0,51%).
O fato ocorrido é conhecido como deflação, exatamente o inverso da inflação, que é a queda dos preços de vários itens, como combustível, transporte, educação e aluguel. A justificativa é justamente pela queda acentuada na demanda de bens duráveis, como carro, imóveis, roupas, calçados, eletrônicos e outros.
Nessa questão nunca houve tanta a necessidade da participação do estado na economia, com intervenções e políticas públicas.
Torna-se evidente a necessidade do retorno as rotinas comerciais, naturalmente com todos os cuidados sanitários, para que haja retomada do consumo com o ambiente favorável de juros baixos e inflação sob controle.
Vale essa reflexão “O Estado não tem fonte de dinheiro senão o dinheiro que as pessoas ganham por si mesmas e para si mesmas. Não há dinheiro público, há apenas dinheiro dos contribuintes”. Dito por Margaret Hilda Thatcher (1925 – 2013), primeira mulher a ocupar o cargo de Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha.
Mande seu comentário no meu e-mail se desejar. Desejo uma ótima semana!
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Facebook: fb.me/claudio.luiz.chiusoli
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