Apenas como imaginário, pense em você digitando um real (R$ 1,00) na calculadora, seria mais ou menos assim, R$ 1.000.000.000.000.000.000,00. Estranho não? Como assim? No tema de hoje, comento a respeito dos cortes dos zeros da nossa moeda ao longo das últimas décadas, inclusive com troca de nomes.
Da mesma forma que se cortaram os zeros, houveram vários planos econômicos que merece ser lembrado pelo simples motivos, problema da inflação. Segue um breve resumo cronológico:
- Em 05/10/1942: com corte de 3 zeros, 1000 RÉIS tornaram-se 1 CRUZEIRO.
- Em 16/02/1967: com corte de 3 zeros, 1000 CRUZEIROS tornaram-se 1 CRUZEIRO NOVO.
- Em 15/05/1970: sem corte dos zeros, a moeda voltou a se chamar CRUZEIRO.
- Em 28/02/1986: com corte de 3 zeros,1000 CRUZEIROS tornaram-se 1 CRUZADO. Durante esse período, foi elaborado o plano CRUZADO (fev/1986) e com seu fracasso um novo pacote surgiu, o plano BRESSER (Jun/1987).
- Em 16/01/1989: com corte de 3 zeros, 1000 CRUZADOS tornaram-se 1 CRUZADO NOVO com a implementação do plano VERÂO (jan/1989).
- Em 15/03/1990: sem corte dos zeros, a moeda voltou a se chamar CRUZEIRO com a criação do plano COLLOR (mar/1990).
- Em 01/08/1993: com corte de 3 zeros, 1000 CRUZEIROS tornaram-se 1 CRUZEIRO REAL e dessa vez foi elaborado o plano FHC, então ministro na época, Fernando Henrique Cardoso (ago/1993).
- Em 01/07/1994: com corte de 3 zeros, 2750 CRUZEIROS REAIS tornaram-se 1 REAL que foi mediante a transição com a criação da URV (unidade real de valor) em mar/1994 e após a implementação do plano REAL a partir de julho do mesmo ano.
Fez a conta? Nos últimos 50 anos simplesmente foram cortados 18 zeros e mudanças dos respectivos nomes.
Os cortes dos zeros que ocorreram não foram suficientes devido as sucessivas crises e inflação persistente em várias décadas.
Assim, alguns planos econômicos tentaram fazer o congelamento dos preços e o sumiço de alguns produtos nas prateleiras dos supermercados tornou-se evidente. E o resultado é que produtos passaram a ser vendidos com “ágio”, pois preços subiam diariamente, fazendo com que o poder de compra dos salários caísse a cada dia.
Concluindo, a partir da criação do plano REAL, há 26 anos, não houve mais cortes de zeros e temos o mesmo nome da moeda, permanecendo, assim um dos plano mais duradouros na história da nossa economia.
Fica a informação. Uma ótima semana! Gratidão
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Facebook: fb.me/claudio.luiz.chiusoli
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