Balança comercial de Londrina tem seu pior ano

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Principal destino das exportações londrinenses, China reduz compras e gera queda assustadora de rendimentos; 2018 fechou com déficit de U$30 milhões

Telma Elorza
Equipe O LONDRINENSE

A balança comercial de Londrina teve uma queda assustadora em 2018, registrando déficit de US$30,45 milhões. Isso não acontecia há mais de 12 anos, mesmo no auge da crise econômica. Em 2017, o Município teve superávit de US$767,22 milhões. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Em 2018, as exportações londrinenses registraram um volume de US$499,17 milhões, uma queda de 55,2% em relação a 2017, ano em que as vendas ao exterior quebraram a barreira do bilhão, com US$1.089,9 bilhão. Foram 94 empresas exportando para países como China (15%), Estados Unidos (12%), Itália (8,5%) e Rússia (7,9%). Já as importações cresceram US$529,62 milhões, aumento de 64,14% sobre o período anterior, que registrou US$322,67 milhões. Foram 209 importadores buscando matérias-primas e produtos fora do País, principalmente de Israel (45%) e China (27%).

O economista e professor da Unicentro, Cláudio Chiusoli, aponta a queda de vendas para China como o principal fator no déficit de Londrina. “Em 2017, a China participava com 47% das vendas londrinenses e reduziu para apenas 15%, em 2018. Isso, em números absolutos talvez justifique a

grande queda entre um ano e outro, já que passou de US$512 milhões em vendas para apenas US$75 milhões”, explica. Segundo ele, a China também reduziu as importações em outras cidades, como Ponta Grossa, de 22%, em 2017, para 17%, em 2018; e Cascavel, de 20% para 15%, de um ano para outro. Maringá, no entanto, segundo ele, captou mais vendas para o país da Ásia, passando 42% em 2017, para 57% em 2018.

Maringá também registrou superávit de US$1.565,21. As exportações maringaenses cresceram 0,97% de um ano para outro, pouco mas longe do perfil negativo de Londrina. O mesmo aconteceu com as importações daquela cidade, que aumentaram apenas 8,98% em relação a 2017.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Cooperativa Integrada, não é possível identificar o destino dos grãos comercializados em 2018 porque a cooperativa vende para traidings. No entanto, a cooperativa informou que, pelo menos, 10% do total 17 milhões de sacas recebidos em todas as unidades, foram mantidos em estoque pelos cooperados, esperando melhor momento para comercialização.

De acordo com o empresário e delegado em Londrina do Conselho Regional de Economia (Corecon) Flavio Montenegro Balan, 2018 foi um ano atípico, com muita insegurança econômica por causa das eleições. “Isso pode ter provocado parte do déficit além do mercado internacional estar operando com dólar alto. Também tivemos quebra de safra”, diz. Além disso, segundo ele, a região sofreu com a queda no número CNPJs nas exportações. “Foram 14 empresas a menos exportando, nas cidades de Londrina, Cambé, Ibiporã e Rolândia”, explica.

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