Reconhecida como uma das maiores pianistas do país, Maria Teresa Madeira se apresenta no Teatro Ouro Verde e Paulo Meirelles, no Teatro Crystal
O LONDRINE̅NSE com assessoria
O piano é destaque na programação desta terça-feira (14), no 46º Festival Internacional de Música de Londrina (FIML). A renomada pianista Maria Teresa Madeira sobe ao palco do Teatro Ouro Verde nesta terça-feira (14), às 20h30. E o pianista paranaense Paulo Meirelles se apresenta no Teatro Crystal, às 19 horas.
Maria Teresa Madeira apresenta um panorama da música brasileira com obras de grandes mestres como Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Radamés Gnattali, Jacob do Bandolim e Henrique Alves de Mesquita, entre outros.
Pianista de formação sólida e discografia extensa, Maria Teresa Madeira dedica-se a um dos compromissos mais generosos que um intérprete pode assumir: divulgar a música brasileira em toda a sua riqueza e diversidade.
No recital “Piano Brasileiro”, que integra a programação do FIML, acontece o encontro entre a intérprete e o repertório que ela ajudou a consolidar como patrimônio da música nacional. Cada peça carrega virtuosismo técnico, juntamente com décadas de pesquisa, gravações e apresentações que fizeram de Maria Teresa uma das principais pianistas do país.
Uma noite notável com a sonoridade brasileira em sua essência – do choro à música de concerto – revelando a versatilidade de compositores fundamentais para a formação da identidade musical do país. A apresentação contará com a participação especial do percussionista André Vercelino.
Antes do inicio do recital, às 19h45, no foyer do Teatro Ouro Verde, o público será recebido com uma breve apresentação dos jovens músicos da Camerata Petrópolis da Ação Social pela Música, que estão participando do 46º FIML.
Maria Teresa Madeira
A intensa e multifacetada carreira de Maria Teresa Madeira é marcada por experiências importantes nos campos artístico e acadêmico. Ela é bacharel em piano pela Escola de Música da UFRJ, mestre pela Universidade de Iowa (EUA) e doutora pela UNIRIO.
Como solista, já se apresentou à frente de orquestras como a Sinfônica Brasileira, a Petrobras Sinfônica, a Orquestra Sinfônica da UFMT, a Cedar Rapids Symphony e a Orquestra Sinfônica da USP, entre outras. Participou de 16 Bienais de Música Brasileira Contemporânea, realizando estreias mundiais e locais de obras de compositores como Ronaldo Miranda, Tim Rescala e Leandro Braga.
Na área acadêmica, ministrou cursos e workshops em festivais por todo o Brasil e no exterior, incluindo Tunísia e Estados Unidos. Realizou recitais em países como EUA, França, Argentina, Finlândia e Alemanha, sempre priorizando a divulgação da música brasileira — sua discografia reúne mais de 30 CDs.
Melhor Disco Erudito
Professora da UNIRIO, Maria Teresa foi indicada ao Grammy Latino em 2003, lançou em 2016 a Integral de Ernesto Nazareth, caixa com 12 CDs, recebendo o Prêmio Bravo! e o Prêmio da Música Brasileira de Melhor Disco Erudito. Em 2017, recebeu a Medalha Rui Barbosa. Em 2025, lançou pela “Biscoito Fino” o álbum Francisca, dedicado a Chiquinha Gonzaga, e em 2026, pela “Naxos”, o álbum dedicado à obra de Henrique Alves de Mesquita.
Teatro Crystal recebe Paulo Meirelles

O Teatro Crystal retorna à cena cultural da cidade, e abre, nesta terça-feira (14), a programação do festival com um recital que aproxima dois grandes universos da literatura pianística. No palco, o pianista paranaense Paulo Meirelles apresenta concerto que estabelece um diálogo entre a obra do compositor polonês Frédéric Chopin e a produção do brasileiro Almeida Prado.
O recital propõe uma experiência de escuta que atravessa diferentes épocas sem perder sua unidade poética. As quatro Baladas de Chopin, consideradas algumas das obras mais importantes já escritas para piano, serão executadas integralmente e intercaladas por Prelúdios, Poesilúdios e Noturnos de Almeida Prado, um dos principais nomes da música brasileira contemporânea.
Em Almeida Prado, a influência de Chopin se manifesta como inspiração transformada em uma escrita marcada pela liberdade formal, pelo lirismo, pela riqueza tímbrica e pela exploração de novas possibilidades sonoras. O resultado é um percurso musical que conecta tradição e contemporaneidade, revelando como a herança do compositor polonês continua viva na criação de um dos mais originais autores brasileiros.
Ao alternar as obras, Paulo Meirelles conduz o público por uma narrativa em que memória e renovação caminham lado a lado, aproximando séculos e geografias por meio da expressividade do piano. O recital convida a uma escuta atenta das relações entre os dois repertórios, destacando tanto os contrastes quanto os pontos de encontro entre as estéticas de Chopin e Almeida Prado.
Trajetória internacional
Natural de Astorga (PR), Paulo Meirelles construiu uma sólida carreira internacional e atualmente vive em Paris, onde atua como pianista, pesquisador e professor. Sua atividade artística reúne apresentações como solista e músico de câmara em diversos países da Europa, Ásia e Brasil.
Doutorando em Música e Musicologia pela Sorbonne Université, desenvolve pesquisa dedicada à obra pianística de Almeida Prado e também é fundador do Studio Piano Gobelins, espaço voltado a atividades artísticas e pedagógicas na capital francesa.
Especialista na interpretação do repertório romântico em instrumentos históricos, Meirelles aprofundou seus estudos sobre a obra de Chopin em pianos das tradicionais manufaturas Pleyel e Érard, ampliando posteriormente sua pesquisa para o universo de Robert Schumann em instrumentos Graf, Streicher e Schneider. Laureado pela Fundação Royaumont, integrou, em 2019, a programação oficial do prestigiado Festival Royaumont.
Ao longo de sua formação, recebeu orientação de importantes pianistas e pesquisadores, entre eles John Rink, Luca Chiantore, Eduardo Monteiro, Nelson Goerner, Guigla Katsarava e Erick Berchot. Bacharel em Piano pela Universidade de São Paulo (USP), sob orientação de Fernando Corvisier, e mestre em Música – Práticas Interpretativas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com Ney Fialkow, iniciou sua trajetória na França após conquistar, em 2012, o primeiro concurso de bolsas do Comitê Franco-Brasileiro da École Normale de Musique de Paris.
Serviço:
Dia 14 de julho – terça-feira
- Paulo Meirelles toca Chopin
Local: Teatro Crystal
Horário: 19h
Ingressos: Sympla
- Recital “Piano Brasileiro”, com Maria Teresa Madeira
Quando: terça-feira (14)
Onde: Teatro Ouro Verde
Horário: 20h30
Participação especial: André Vercelino – percussão
Ingressos: Sympla
Prelúdio com a Camerata Petrópolis
Horário: 19h45
Assinatura
O 46º Festival Internacional de Música de Londrina é uma Promoção da Secretaria Estadual de Cultura/Paraná; Prefeitura do Município de Londrina/Secretaria Municipal de Cultura; Universidade Estadual de Londrina/Casa da Cultura e Associação de Amigos do Festival de Música de Londrina.
Realização: Ministério da Cultura: projeto viabilizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet e projeto “Paraná Festivais” – com o Ecossistema Hotmilk/PUCPR, aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura/Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
Patrocínio: Secretaria Municipal de Cultura de Londrina (PROMIC); Unimed Londrina; Husker; Grupo Marajó; Indrel Scientific; P. B. Lopes; Sinpro Londrina.
Apoio Institucional: Associação Médica de Londrina; FUNCART – Fundação Cultura Artística de Londrina; Escola IEIJ – Instituto de Educação Infantil e Juvenil; Colégio de Aplicação UEL; Colégio Estadual Hugo Simas; Banda Marcial Marcelino Champagnat; 1° Igreja Batista de Londrina; Instituto José Gonzaga Vieira; Estúdio Primovere; Rede Brasileira de Prática Musical Reflexiva; MK Culturarte; Secretaria Municipal do Idoso; Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa; UEM – Universidade Estadual de Maringá- Pró-Reitoria da Extensão e Cultura (PEC); Crillon Palace Hotel; Crystal Palace Hotel; Cultural Hall; LDN Grill; Jóia Cozinha & Boemia; Lá Casita; Bar Valentino; Bravino Wine Concept; UEL FM, 107,9; e Folha de Londrina.
Apoio Institucional de Projetos Sociais: NEOJIBA (BA); Aprendiz Musical (RJ); ASM – Ação Social pela Música do Brasil (RJ); ASM Petrópolis (RJ); Instituto Baccarelli (SP); Projeto Guri (SP); IZP – Instituto Zeca Pagodinho (RJ); Orquestra de Câmara de Carajás Parauapebas (PA); PRIMA – Programa de Inclusão Através da Música e das Artes (PB); Orquestra da Rocinha (RJ); Instituto Cultural Alto da Colina (BA); Conservatório de Tatuí (SP); ATMC – Academia Teixeirense de Música Concertante (BA); Vale Música ES (ES); OSB Jovem (RJ); Projeto Arte & Vida (Arapongas/PR).
