Banda Mantiqueira abre a 46ª edição do Festival de Música

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Com grandes nomes da música, cursos, residências artístico-pedagógicas e apresentações espalhadas por teatros, bares e praças, o FIML transforma a cidade em um grande palco a partir desta sexta (10), com a banda

O LONDRINE̅NSE com assessoria

A partir desta sexta (10) até o dia 19 de julho, Londrina viverá a música em sua forma mais ampla. Dos grandes concertos às apresentações intimistas, das salas de aula às praças públicas, dos teatros aos bares, a cidade será tomada por uma intensa programação musical e formativa com a realização da 46ª edição do Festival Internacional de Música de Londrina. E começa com arranjos sofisticados que unem o jazz internacional ao suingue brasileiro, numa alegre reunião de talento e competência da Banda Mantiqueira que se apresenta nesta sexta-feira (10), às 20h, no Teatro Ouro Verde, durante a abertura solene do festival.

Banda Mantiquiera

Criada na década de 1990 no bairro do Bixiga, em São Paulo, pelo saxofonista, compositor e arranjador Nailor Azevedo, o Proveta, a Banda Mantiqueira tornou-se um dos maiores fenômenos da música instrumental brasileira, reunindo em seu repertório clássicos de notáveis compositores brasileiros como Pixinguinha, Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi, Johnny Alf, Tom Jobim, Joyce, João Bosco, Guinga e do próprio Proveta.

Com mais de três décadas de história, a big band já participou de inúmeros festivais e se apresentou em palcos de Portugal, Alemanha, Holanda, Estados Unidos, Argentina e Colômbia, conquistando o mundo com sua sonoridade única.

O primeiro álbum da banda, Aldeia, recebeu indicação ao Grammy na categoria de Melhor Performance de Jazz Latino, em 1998. Já o álbum Terra Amantiquira venceu o Prêmio Tim de Música como Melhor Álbum Instrumental e foi indicado ao Grammy Latino 2006. A Banda Mantiqueira também dividiu o palco com nomes como Paquito D’Rivera, Wynton Marsalis, Mônica Salmaso, João Bosco e Rosa Passos.

Início da banda

A Banda Mantiqueira iniciou suas apresentações tocando nos bares de São Paulo, em outubro de 1992. Primeiro, foi no Sanja Jazz Bar, depois no Bar Vou Vivendo, onde tocou durante quatro anos, sempre com casa lotada. Por seis anos, ocupou o palco do Supremo Musical, também com lotação esgotada. 

Acompanhou o cantor João Bosco no Parque Ibirapuera e no programa da TV Cultura – Bem Brasil.  Participou do Kaiser Bock Winter Festival, no Palace, em São Paulo, ao lado de Gal Costa, Guinga e Sérgio Santos. Apresentou-se em Lisboa-Portugal, na Expo-98 e também nos jardins do Palácio de Cristal na cidade do Porto, naquele país; participou do Free Jazz Festival com apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Os integrantes da banda exercem intensa atividade nos estúdios de gravação figurando nas fichas técnicas dos mais importantes discos gravados por uma gama variada de artistas. Compõem, também, bandas que acompanham expressivas figuras do cenário artístico nacional e internacional – Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, João Gilberto, Gal Costa, Elís Regina, César Camargo Mariano, Hermeto Pascoal, Djavan, Edu Lobo, Burt Bacharat, Shirley Bassey, Anita O’Day, Joe Williams, Natalie Cole, Júlio Iglésias, Sadao Watanabe, entre outros.

Todos seus músicos receberam forte influência ouvindo grandes jazzistas como Louis Armstrong, Miles Davis, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Sonny Rollins, John Coltrane, Phil Woods, J. J. Johnson, Elvin Jones, Herbie Hancock, Ron Carter, Mike Stern e também os brasileiros Formiga, Papudinho, Felpudo, Casé, Moacir Santos, Bolão, J.T. Meireles, Raul de Souza, Maciel, Don Salvador, Maestro Branco, Laércio de Freitas, Heraldo do Monte, Edson Machado, e outros tantos.

O festival transforma a música em parte do cotidiano da cidade

Banda Mantiqueira abre a 46ª edição do Festival Internacional de Música de Londrina, nesta sexta, às 20 horas, no Teatro Ouro Verde. O festival vai mexer com o cotidiano da cidade
Foto: Divulgação

Referência nacional na formação de músicos e na difusão da música, o festival reafirma sua vocação de aproximar artistas, estudantes e público em uma vivência que ultrapassa os palcos tradicionais e transforma a música em parte do cotidiano da cidade.

Sob direção geral e pedagógica de Magali Kleber e direção artística de Eduardo Assad Sahão, a programação do FIML reúne grandes nomes da cena nacional e internacional, 47 cursos ministrados por 42 professores brasileiros e estrangeiros, oficinas, residências artístico-pedagógicas e dezenas de apresentações distribuídas por diferentes espaços de Londrina e da região.

O 46º FIML é uma promoção do Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Londrina, Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Associação de Amigos do Festival de Música de Londrina, e chega à 46ª edição consolidado como um dos mais importantes e longevos festivais de música do Brasil.

A cidade se transforma em um grande palco

Mais do que concentrar apresentações em teatros, o Festival Internacional de Música de Londrina propõe uma ocupação cultural da cidade. Durante dez dias, bares, pubs, escolas, igrejas, auditórios, centros culturais, praças e ruas passam a integrar o circuito do festival, aproximando diferentes públicos e criando novas formas de encontro por meio da música.

Para o diretor artístico Eduardo Assad Sahão, esse movimento representa a essência desta edição. “Quando a música sai do teatro e ocupa a praça, o bar, a rua, ela deixa de ser espetáculo e vira convivência. É isso que buscamos nesta edição: transformar Londrina, por dez dias, em um grande palco vivo, onde qualquer esquina pode se tornar o lugar de um encontro musical inesquecível.”

O Teatro Ouro Verde permanece como palco principal da programação artística, juntamente com a AML Cultural e o Teatro Crystal, que volta à programação como um relevante espaço de apresentações.

Na programação consta eventos como o concerto comemorativo dos 50 anos do Clube do Choro, apresentação da pianista Teresa Madeira com o espetáculo Piano Brasileiro, o encontro entre Mônica Salmaso e André Mehmari em homenagem a Milton Nascimento, a Orquestra Sinfônica do Paraná com regência de Roberto Tibiriçá, entre outros. 

O encerramento está agendado para a manhã do domingo, dia 19, com a Orquestra Brasileira de Projetos Sociais, formada por músicos provenientes de mais de 20 projetos sociais e orquestras de diferentes regiões do país, simbolizando o compromisso do festival com a formação e a inclusão.

Formação musical que atravessa gerações

Reconhecido historicamente pela excelência pedagógica, o FIML oferece nesta edição 47 cursos conduzidos por 42 professores brasileiros e estrangeiros, abrangendo instrumentos, canto, prática de conjunto, regência, composição, música popular e música de concerto.

Entre os destaques está o fortalecimento da formação vocal. Além dos tradicionais Coros Adulto e Infanto-juvenil, o festival recebe a maestrina colombiana Yuli Gaitan, responsável pelo curso Canto Possível para Todos, voltado ao desenvolvimento técnico da voz, prática coral e cuidados com a saúde vocal.

Segundo Magali Kleber, a proposta parte do princípio de que qualquer pessoa pode desenvolver sua expressão vocal respeitando suas características individuais. “Este ano, o festival novamente amplia as oportunidades para crianças e adolescentes, oferecendo cursos de Musicalização, Flauta Doce, Coro Infanto-juvenil e a já tradicional Banda de Garagem, experiência em que jovens músicos vivenciam o trabalho coletivo de uma banda.”

Além disso, a programação contempla oficinas voltadas à produção de trilhas sonoras para cinema e televisão e formações destinadas a professores, monitores e equipes de projetos sociais, abordando metodologias de ensino coletivo, iniciação musical, prática orquestral e gestão pedagógica.

Residências artístico-pedagógicas marcam a edição de 2026

A principal inovação da 46ª edição é a criação das Residências Artístico-pedagógicas, modalidade que amplia o conceito tradicional dos cursos oferecidos pelo festival.

As residências unem aprendizado, prática artística e experiências imersivas, permitindo aos participantes acompanhar processos criativos, desenvolver repertórios e aprofundar conhecimentos ao lado dos professores convidados.

A iniciativa contempla áreas como Choro, Samba, Piano Brasileiro Contemporâneo e uma oficina especial dedicada aos 100 anos de Moacir Santos, um dos maiores compositores e multi-instrumentistas da música brasileira.

“Estamos oferecendo uma modalidade muito específica e inovadora dentro de um festival, possibilitando uma experiência com muitas conexões. Graças aos nossos professores, podemos acolher quem tem interesse em performance, em estilo, conhecimento da estrutura musical, mas também os interessados em participar como ouvinte ativo. Nossos professores estão preparados para acolher a diversidade. Esse é o DNA do Festival de Música de Londrina.”

Um reconhecimento que amplia o alcance do festival

A Associação de Amigos do Festival Internacional de Música de Londrina, entidade promotora do evento foi reconhecida pelo Ministério da Cultura como Pontão de Cultura, passando a integrar oficialmente a Política Nacional Cultura Viva.

A certificação fortalece a atuação do festival como articulador de redes culturais e amplia as possibilidades de intercâmbio, formação e desenvolvimento de projetos junto aos Pontos de Cultura em todo o país.

“Esse reconhecimento coloca Londrina na rota das cidades que desenvolvem projetos inclusivos, projetos culturais e artísticos comprometidos com a inclusão e a acessibilidade”, conclui a diretora Magali Kleber.

Serviço

46º Festival Internacional de Música de Londrina (FIML)

Data: 10 a 19 de julho

Ingressos: plataforma Sympla

R$ 50 a R$ 70; meia-entrada de R$ 25 a R$ 35

O 46º Festival Internacional de Música de Londrina é uma Promoção da Secretaria Estadual de Cultura/Paraná; Prefeitura do Município de Londrina/Secretaria Municipal de Cultura; Universidade Estadual de Londrina/Casa da Cultura e Associação de Amigos do Festival de Música de Londrina.

Realização: Ministério da Cultura : projeto viabilizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet e projeto “Paraná Festivais” – com o Ecossistema Hotmilk/PUCPR, aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura/Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

Patrocínio: Secretaria Municipal de Cultura de Londrina (PROMIC); Unimed Londrina; Husker; Grupo Marajó; Indrel Scientific; P. B. Lopes; Sinpro Londrina.

Apoio Institucional: Associação Médica de Londrina; FUNCART – Fundação Cultura Artística de Londrina; Escola IEIJ – Instituto de Educação Infantil e Juvenil; Colégio de Aplicação UEL; Colégio Estadual Hugo Simas; Banda Marcial Marcelino Champagnat; 1° Igreja Batista de Londrina; Instituto José Gonzaga Vieira; Estúdio Primovere; Rede Brasileira de Prática Musical Reflexiva; MK Culturarte; Secretaria Municipal do Idoso; Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa; UEM – Universidade Estadual de Maringá- Pró-Reitoria da Extensão e Cultura (PEC); Crillon Palace Hotel; Crystal Palace Hotel; Cultural Hall; LDN Grill; Jóia Cozinha & Boemia; Lá Casita; Bar Valentino; Bravino Wine Concept;  UEL FM, 107,9;  e Folha de Londrina.

Apoio Institucional de Projetos Sociais: NEOJIBA (BA); Aprendiz Musical (RJ); ASM – Ação Social pela Música do Brasil (RJ);  ASM Petrópolis (RJ); Instituto Baccarelli (SP); Projeto Guri (SP); IZP – Instituto Zeca Pagodinho (RJ); Orquestra de Câmara de Carajás Parauapebas (PA); PRIMA – Programa de Inclusão Através da Música e das Artes (PB); Orquestra da Rocinha (RJ); Instituto Cultural Alto da Colina (BA); Conservatório de Tatuí (SP); ATMC – Academia Teixeirense de Música Concertante (BA); Vale Música ES (ES); OSB Jovem (RJ); Projeto Arte & Vida (Arapongas/PR).

Foto principal: Banda Mantiqueira – crédito: -Felipe Farina

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