Por Telma Elorza
“Minha irmã tem a mania horrorosa de não saber ficar calada. É uma ‘boca de sacola’, fofoqueira e espalha tudo que acontece com ela e com outros para todo mundo. Já tentei conversar com ela, para ela parar com essa mania, mas não adiantou nada. O que posso fazer para ela mudar?”
Ai, amiga, tem gente que nasceu com freio na língua e bom senso. Essas pessoas acham bonito sair espelhando a vida dos outros como se fosse manchete de jornal. Pior é quando uma dessas fofoqueiras é nossa própria irmã, no seio da família. E tem que aguentar, correndo o risco de ver seus problemas e decepções espalhados aos quatro ventos, nos grupos de Whatsapp e redes sociais. Sim, porque as “boca de sacola” agora têm mil e uma maneiras de espalhar as fofocas, né?
Mas vamos ser sinceras? Não é porque ela é sua irmã que você é obrigada a conviver calada. Fofoqueiro de plantão pode parecer inofensivo, mas quando se trata da família, o estrago é maior. Não dá para manter uma relação saudável com alguém que transforma sua intimidade em entretenimento para os outros.
Então, se já conversou e não resolveu, o primeiro passo é algo que você já deveria ter tomado: pare de contar as coisas para ela. É duro, mas necessário. Quem não sabe guardar segredo, não merece informação privilegiada. Comece a fazer o teste do silêncio. Fale só o básico e, se ela insistir, diga com todas as letras: “não contar mais nada para você porque sempre espalha”. Não precisa ser grossa, mas seja firme. Se ela ficar ofendida, o problema é dela. Quem planta fofoca, deve colher distância.
Além disso, coloque limites. Se mesmo deixando de contar as coisas, ela continuar “arrumando” fofocas sobre você e, claro, espalhando-as, corte totalmente o contato. Parece radical? Talvez. Mas, às vezes, a pessoa só se toque com uma medida drástica. E pode estimular outras pessoas da família a fazer o mesmo. Afinal, se a fofoqueira ficar isolada, não vai ter o que fofocar, né?
Agora, uma coisa. Seria interessante refletir do porquê ela agir assim. Pode ser carência, necessidade de se sentir importante, “informada”. Talvez seja algo patológico. Seria interessante sugerir que ela vá procurar ajuda psicológica para deixar de ser tão fofoqueira e pare de criar problemas para os outros.
Mas uma coisa é certa: ninguém muda se não quiser mudar. E tentar educar fofoqueiro adulto é tarefa ingrata. Dê o recado, sugira que busque ajuda, mas não se desgaste tentando VOCÊ reformar quem não quer ser reformado.
Se proteja da sua irmã
Se sua irmã drena sua paciência, tentou conversar e nada mudou, afaste-se. Você tem que se proteger, antes de tudo. E o melhor caminho é essa. Não vai adiantar brigar, fazer barraco, nem nada do tipo. Mantenha contato apenas superficial. Você precisa colocar sua sanidade mental e emocional em primeiro lugar. Não importa se é mãe, irmã, tia ou amiga. Não soube respeitá-la, espalhando sua vida para todo mundo, não merece estar ao seu lado.
No fim das contas, o problema da sua irmã não é só a língua solta, é uma tremenda falta de noção. E isso não se resolve com jeitinho. Se ela não respeita seus segredos, quem precisa se respeitar é você. Mesmo dentro da própria família
Espero ter ajudado.
Tem dúvidas sobre relacionamentos? Mande um e-mail para telma@olondrinense.com.br

Quem é a Tia Telma
Telma Elorza é jornalista, divorciada e adora dar pitaco na vida dos outros. Mas sempre com autorização.
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