Esse foi o título que usei em uma das obras que fiz em 1998 para a exposição da galeria (extinta) do Banestado (também extinto!). Na época , eu usei a terra vermelha para fazer tinta. E já me questionava do potencial da cidade para os artistas.
Nos idos dos anos 80, a cena cultural era tão rica quanto a fertilidade da terra, mas com o tempo e com as péssimas administrações, Londrina foi morrendo para todo um cenário artístico, que incluía desde artes visuais, dança, música, teatro…É como se a terra sugasse nossos potenciais, ela mesmo dá e ela tira!
Lógico que é uma imagem poética de uma situação caótica que vivenciamos como artistas! Estamos no meio de uma pandemia e, de caótico, a situação se tornou desesperadora! Não só a nível de trabalho ou recursos, mas de esperanças, de expectativas, ou da falta delas!
Em termos de talentos, não perdemos para ninguém, mas somos pobres, sem eira e nem beira, como se diz, quando tratamos de “políticas culturais”! E onde estão elas nesse momento? Onde está o secretário da cultura? Afinal, existe alguma coisa que alguém esteja fazendo para ajudar os produtores nesse momento?
Sei, por experiência própria, que estamos como artistas e pessoas “entregues” a própria sorte! E sempre me pergunto: cadê os recursos que deveriam voltar para nós dos impostos que pagamos?

Eu até gostaria de falar hoje da arte, de uma forma mais leve, mas também é um momento de reflexão e de cobranças! Quais os projetos emergenciais para ajudar os produtores de arte da cidade? Alias,não só de Londrina, mas do estado do Paraná? Será que alguém pode me responder?
Sei que estamos todos, perdidos como cegos no tiroteio, sem saber nem quando poderemos respirar sem máscaras, mas precisamos também de soluções à longo e curto prazo…
E onde estão as pessoas que são responsáveis por isso? Desde Secretária da Cultura até conselho cultural? Ou não temos nem isso mais? Quem souber, por gentileza, me responda!
Bom resto de semana!
#usemmascaras #sejamresponsaveis #apoioosartistasdelondrina
Angela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.
Fotos:VisualHunt

