Diário de Quarentena: E, hoje, o que me fez feliz foi…

livro

Por Angela Diana

Livros! Bom, na verdade, considero a felicidade uma escolha, e de boa! SOU uma pessoa feliz, mas existem certos prazeres na vida que fazem meu coração bater mais forte! Pela primeira vez em anos, comprei o que eu chamo de “autoajuda para artistas”! Três livros que prometem serem divertidos e que, com certeza, vão me ajudar nessa retomada pós pandemia louca…E na cabeceira tenho mais dois, “Independência nunca mais” e o livro (emprestado pela minha amiga Ticiana Galindo, valeuuuu, Tici!) “A mágica da arrumação”.

Foto: Acervo pessoal

O livro da codependencia posso dizer que ajudou demais a mudar minha vida para melhor! O Ro sempre fala  que todo mundo deveria ir para uma clinica de recuperação ao menos uma vez na vida e eu acredito que todo mundo deveria ir para o grupo do Amor Exigente. Quantos círculos viciosos aprendi a quebrar lá! E quanta coragem a arte me deu para enfrentar a dor! Principalmente do vício e da perda do meu pai. Sem a arte eu não teria conseguido superar. E com os livros! Eles fazem parte da minha vida desde que me conheço por gente!

Minha mãe, professora de ciências, comprava muitos livros, desde enciclopédias até livros de historinhas para a gente. Meu primeiro autor preferido foi Richard Bach  e o livro “Fernão Capelo “Gaivota”, claro! Meu primeiro livro com mais de 700 páginas foi “E o vento levou” que, aliás,foi o primeiro filme que assisti no cinema sozinha quando eu fiz 12 anos, amo tudo… o livro, o filme e a história! Quantas vezes nesses anos de pandemia não tivemos que ser teimosos como a Scarlet O’Hara? Que, para minha mãe, é a heroína mais burra do cinema! Leitores e cinéfilos entenderão!

Foto: Acervo pessoal

Ler, para mim, é alimentar o coração e pintar é alimentar o espírito. Meu maior sonho de consumo como leitora? Ah! É ir na biblioteca do Vaticano e ler os pergaminhos do Mar Morto! Sim! Sonho, né, gente? E enquanto a encarnação que vai me permitir fazer isso não chega, fico aqui com tudo que que me cai na mão, até bula de remédio! Até isso parei de fazer um bom tempo, parece que com o vácuo na produção veio também o vazio da falta da leitura… Mas sempre dou um jeito de ter algum livro por perto, na cabeceira da cama, uma estante na sala e antes, quando eu viajava muito, sempre carregava algum livro! Livros me dão alento e segurança.

Respeito demais o trabalho do ilustrador, é um dos mais difíceis dentro das artes! Duvidam? Vejam a edição do “Paraiso perdido”, do John Milton, com as ilustrações de Gustave Dorë! E por falar nisso, vai aí um “spoiler”: da próxima coluna, ultima do ano! Vou trazer para vocês o trabalho de uma mulher incrível, ilustradora que faz arte para as bandas undergroundx!Esperem só e não percam!

Carpe diem, povo!!E colaborem para manter nosso querido jornal pelo catarse.me/olondrinense

Foto: Ana Paula Barcellos

Angela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.

Foto: Pexels

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