Tem criança que passa por essa fase tão tranquilamente que, se você falar sobre isso, os pais vão te olhar com estranhamento e perguntar: o que é isso?
Mas, olha, sobre esse assunto entendo bem! Meus dois meninos passaram pelos “Terribles Twos” e tinha dia que parecia que tinham trocado a personalidade deles por uma de bebê de Tiranossauro Rex! Eu olhava bem e pensava: “Gente! Essa é minha criança? O que eu fiz de errado?”
Bem vindo à ala dos pais perdidos. Vou te mostrar o caminho e juro que você sairá dele! Podemos ter algumas intercorrências, mas segura firme, respira fundo e vai – que o filho é teu! Você que tem que lidar com ele. E isso nem é uma ameaça!
Falando sério, uma criança de dois anos pode lhe levar à loucura. É uma onda de gritos, birras, choros descontrolados e, muitas vezes, sem o menor sentido que surgem nos momentos mais inoportunos. Acho que o primeiro conselho que eu posso te dar é: não leve para o lado pessoal! O problema não é com você! Esse descontrole da criança faz parte de uma falta de amadurecimento neural. Tem criança que sente mais, algumas sentem menos. Mas, em maior ou menor escala, todas acabam passando por essa fase.
Independente de qualquer coisa, você precisa aprender a controlar seu filho. Apenas ceder para que ele não faça birra é um caminho sem volta. O que pode te ajudar nesse período: estipule uma rotina – já falamos sobre isso na coluna. Criança cansada fica mais irritada.
Evite sair com seu filho se ele estiver cansado e/ou com sono. Antes de sair, tente fazê-lo tirar um cochilo e sempre saia com algo à mão que você possa oferecer a ele para evitar ataques de birra (banana, bolachinhas ou mamadeira).
Brinquedinhos que prendam a atenção. Eu sempre deixava algum brinquedo que os meninos gostavam muito na bolsa. Quando percebia que eles estavam ficando entediados, oferecia o brinquedo. Isso me salvou muitas vezes de um ataque de birra desnecessário.
Perceba que a melhor coisa é antecipar o problema e estar preparado. Se, ainda assim, seu filho tiver um ataque de birra, se jogar no chão, gritar ou algo do tipo, seja firme. Fale que esse comportamento não será tolerado e se possível vá embora do local. (Com ele, viu?! Sei que pode dar vontade de largar mas isso chama abandono de incapaz! Haha)
Sendo firme, antecipando os problemas e entendendo que vai passar, a criança vai amadurecendo e começa a entender que a birra não está funcionando. Às vezes demora, mas é necessário não ceder.
Pega minha mão e respira fundo. Um dia passa!

Paula Barbosa Ocanha
Jornalista, casada, trinta e poucos anos, dois filhos e apaixonada por educação infantil. Mesmo antes de casar, eu lia e me interessava por técnicas de educação, livros de pedagogia e questões sobre o desenvolvimento humano, principalmente na primeira infância. Com essa coluna, gostaria de relatar minhas experiências pessoais. E assim espero lhe ajudar, de alguma forma, a passar mais facilmente por essa linda (e assustadora) jornada da maternidade! Vem comigo e me siga também no Instagram @mamaepata

