Olá, leitor! Curioso pelo título da coluna? Nessa estreia de “O Londrinense” explico o porquê. É isso mesmo que você pensou: este cronista é apaixonado pelo Londrina Esporte Clube. Acompanho o LEC desde a fase pré-Tubarão, apelido surgido no Estadual de 1976 quando o Londrina de Garcia, Natal, Paraná, Paulo Rogério e Marco Antonio empolgava a torcida no velho VGD, com vitórias e goleadas históricas.
Depois veio a mítica campanha do Nacional de 1977/78 quando o LEC – tal qual um Tubarão voraz – eliminou Flamengo de Zico, Corinthians, Santos, Vasco e o Caxias e acabou em quarto lugar naquele campeonato. Só parou mesmo no Atlético Mineiro de Reinaldo e Toninho Cerezzo.
Além de vibrar com os títulos da Taça de Prata (1980) e os estaduais (1981/1992/2014), sofri com as duas quedas do clube à segunda divisão do Paraná e com a pífia campanha na Copa João Havelange (último lugar no seu módulo).
Ultimamente, a parceria com a SM Sport ajudou a reerguer o LEC. Mas não vejo a diretoria do clube organizada a ponto de reassumir o futebol do Londrina com o fim da aliança no próximo ano. Os cartolas do LEC já deveriam ter um plano B para a saída do empresário Sergio Malucelli na gestão de futebol do clube. No entanto, isso não ocorre e o futuro do Londrina pode ficar comprometido.
BARBATANA – Destaco o futebol atrevido do garoto Anderson Oliveira, cria da base do LEC, que vem se sobressaindo no início da temporada 2019. Seus dribles desconcertantes aliados à velocidade são uma atração a mais para o torcedor, que anda ausente das arquibancadas do Estádio do Café. O primeiro gol de Anderson no time profissional foi uma pintura. Ele marcou o gol da vitória de 2 a 1 sobre o Americano, no último dia 7, na estreia do LEC na Copa do Brasil. Na jogada, passou por três adversários e tocou com categoria na saída do goleiro. Se souber manter a humildade necessária, o garoto pode ter um grande futuro no futebol.
MANDÍBULA – A mandíbula da semana vai para os cartolas do Flamengo por não garantirem a segurança necessária aos dez jovens das categorias de base do rubro-negro que morreram após incêndio no alojamento-contêiner. A tragédia do dia 8 no Ninho do Urubu que vitimou os adolescentes deve servir de lição não só para os cartolas como também para autoridades incumbidas de liberar alvarás. Mais atenção e menos vistas grossas poderiam ter evitado mais essa tragédia brasileira.
Claudemir Scalone

Sou jornalista formado pela UEL (1987/1990) e apaixonado por Londrina e pelo Londrina Esporte Clube. Já trabalhei no Correio Londrinense (1992/1994) e na Folha Londrina, onde fui revisor, repórter, redator e editor (1990/1992 e 1994/2018). Meus lugares preferidos são o Zerão e o Lago Igapó onde faço caminhadas e fotos desse cartão postal de Londrina. E, claro, o Estádio do Café é outro lugar favorito, pois lá é a casa do Tubarão. Como todo torcedor do LEC, sonho em ver o time voltar à Série A do Brasileirão, porém, antes disso espero que o clube se reestruture a ponto de não precisar terceirizar seu departamento de futebol.
Crédito da Imagem: Foto: Gustavo Oliveira/LEC


Uma resposta
Grande Claudemir. A coluna tem tudo para dar certo. Claudemir conhece muito não só do dia a dia do Londrina, mas da sua história e isso faz toda a diferença ao escrever.
Parabéns e sucesso.