Jogos: uma realidade indispensável para o aprendizado

child-1864718_1920

O bê-á-bá da criança, normalmente aprendido em casa, se inicia de forma lúdica e com brincadeiras. Jogos de memória, de encaixar peças, brinquedos de ouvir e repetir as palavras. São esses alguns dos primeiros elementos utilizados no aprendizado infantil. Entretanto, com o passar do tempo, os jogos deixam de ser protagonistas nesse processo e, apesar de serem eficazes, vão perdendo espaço na educação formal, durante os anos em que as crianças passam na escola. Por que?

Se são tão eficientes, não deveriam continuar a ser utilizados na escola regular? Obviamente que sim! E essa é uma tendência da educação no século XXI. Acontece que será de uma forma diferente: virtual. Se a gente puxar pela memória, são raras as vezes em que “perdemos” uma aula para jogar xadrez, para fazer alguma brincadeira, para desenvolver alguma atividade diferente enquanto éramos alunos.

Hoje, embora pesquisa de alguns anos atrás aponte que as novas gerações têm passado menos tempo jogando games, os jogos nunca foram tão importantes no processo de aprendizagem. É que os mais jovens têm atribuições sociais mais intensas que antes e, por isso, gastam menos tempo com esse tipo de atividade. Entretanto, jogar é parte fundamental do aprendizado. Mais que isso: a gameficação, termo muito utilizado no universo das startups, será essencial para liberar as atividades escolares de forma personalizada ao aluno.

Não vai ter como fugir. A gente vai ter de aprender a conviver com essa nova realidade, ainda muito tímida. Estamos construindo esse cenário. Se nossas faculdades não estão preparadas para formar profissionais capazes de entender esse universo e trabalhar por ele, existe uma infinidade de escolas que ensinam a produzir jogos. O programador é o profissional que será indispensável nesse aspecto, sempre com orientação do professor. De qualquer forma, anote o que digo: daqui a uma década isso será muito normal em nossas escolas, muitas das quais já estão enviando alunos para se prepararem em cursos por aí afora!

Foto: Pixabay

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anuncie no O Londrinēnse

Mais lidos da semana

Anuncie no O Londrinēnse