Uma das grandes preocupações em relação ao Ensino à Distância (EaD) e todas as suas modalidades, principalmente com o advento cada vez maior da tecnologia na educação, é, justamente, a dispensa de professores e sua substituição por equipamentos, aplicativos e outras modalidades virtuais. Entretanto, com a pandemia do coronavírus e sua adoção como um todo, nunca se viu a atuação do professor tão necessárias como antes.
Em primeiro lugar, pais que tiveram que conviver com seus filhos compulsoriamente em casa, ao mesmo tempo em que trabalham em home office, perceberam que não é fácil criar e elaborar atividades educacionais para oferecer às crianças e adolescentes, deixando-as ocupadas. Isso porque estão divididos com outras atividades, além de não terem a didática necessária para conduzir o ensino e o aprendizado.
Da mesma forma percebeu-se que a escola tem elementos que jamais terão o homeschooling ou a totalidade do ensino virtual, tais como as atividades físicas, as atividades em grupo e as interações sociais, de modo especial nos intervalos das aulas, tão necessárias ao crescimento e amadurecimento dos estudantes.
Por enquanto, confirma-se nossa tese de que a escola deve implementar elementos da educação virtual, trazendo para dentro da sala de aula a tecnologia e interiorizar nos professores a importância de se oferecer elementos do aprendizado em formatos mais palpáveis aos alunos do século XXI. Nada de substituir professores por máquinas, equipamentos ou tecnologias. A mediação de um profissional preparado para tal é fundamento para o sucesso da educação 4.0.
Essa pandemia trouxe uma reflexão positiva no universo educacional: nem 8 nem 80! Não podemos mais ignorar a necessidade da tecnologia em nosso processo educacional. Mas, também, não podemos acreditar que ela será responsável por tudo. Nada substitui o papel do professor, que caminha cada vez mais para que seja o de um mediador do conhecimento. Não se trocam os elementos presenciais da educação, tão importantes ao desenvolvimento humano.
Tiago Mariano

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.
Foto: Visual Hunt


Respostas de 2
Excelente texto!
Em poucas palavras, seu trabalho é excelente. Obrigado por poder duvidar o que deus tem te abençoado. Gostaria muito de receber, pois tenho dificuldade e gostaria de fazer algo criativo.