Reforço positivo

reforco

Reforço positivo é um conceito amplo e causa muitas discussões e controvérsias. Há pessoas que abominam. Geralmente são as pessoas que costumam falar “não fez mais do que a obrigação” e acham que reforço positivo é barganhar ou comprar a criança. Não é bem assim. De qualquer forma, diferentes personalidades podem reagir de formas diferentes a uma mesma educação – reforço positivo pode funcionar muito bem ou não, e você precisa testar para saber se é a melhor alternativa para sua criança.

Aqui em casa nunca tinha usado reforço positivo com o Rafael porque nunca precisei. Não tive necessidade. Com o mais novo, tive que adotar e percebi que não só ele precisava como eu também, para resolver as coisas mais calmamente. 

Começou em uma escolinha em Santos. Quando desmamei o Biel, com dois anos e meio, ele começou a chorar para ficar na escola – o que foi estranho, porque ele ia para a escola desde os dez meses e estava super adaptado. Mas o desmame fez com que ele ficasse mais carente e sentisse mais minha falta.

Uma professora da escolinha que ele estava indo tinha iniciado o conceito do reforço positivo com adesivos, para as crianças que tivessem bom comportamento durante o dia todo, e eu via o quanto ele gostava de ganhar o adesivo no final da aula. Enquanto o Rafa não demonstrava tanto interesse nos adesivos, Biel me mostrava muito feliz que aquele dia tinha se comportado e ganhado uma estrelinha dourada. Era um orgulho para ele. Era importante. 

Por isso comecei a adotar o reforço não só com adesivos, mas com outras coisas pequenas que ele pedia. Carrinhos ou balinhas, dependendo do dia.

Mas realmente há uma linha tênue entre barganhar com a criança e reforçar positivamente um bom comportamento. Evite ficar toda hora falando sobre isso. Não use como punição. O reforço positivo tem que ser feito de uma forma inteligente para que a criança não se sinta injustiçada.

Quando ele chorava para ficar na escola ou dava trabalho, eu não falava que ele ia perder o prêmio, mas sempre que ele fazia certo ou dizia como era importante ele ficar na escola sem chorar e aí, sim eu falava sobre o prêmio. Quando ele não ganhava algum prêmio ficava chateado, e eu tentava incentivá-lo para que, no outro dia, ele quisesse ganhar. “Filho, hoje você não conseguiu ganhar um prêmio porque chorou, mas olha quantas vezes já ganhou! Amanhã vamos tentar novamente! Não fique triste”.

Lembre-se: elogie o que a criança pelo que ela fez certo e evite ficar dando bronca e falando sobre o comportamento errado. Elogios funcionam melhor do que ser negativo, e a criança se sente valorizada e importante. 

Foto: Acervo Pessoal

Paula Barbosa Ocanha 


Jornalista, casada, trinta e poucos anos, dois filhos e apaixonada por educação infantil. Mesmo antes de casar, eu lia e me interessava por técnicas de educação, livros de pedagogia e questões sobre o desenvolvimento humano, principalmente na primeira infância. Com essa coluna, gostaria de relatar minhas experiências pessoais. E assim espero lhe ajudar, de alguma forma, a passar mais facilmente por essa linda (e assustadora) jornada da maternidade! Vem comigo e me siga também no Instagram @mamaepata

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