Organizando a brincadeira

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Criança não sabe brincar. A partir do momento que o bebê começa a sentar, ele é super curioso com objetos ao redor. Facilmente se distrai com literalmente QUALQUER COISA. Aliás, quem nunca passou pela dor de oferecer um lindo, novo, reluzente e extremamente caro brinquedo novo da Fisher Price pra ver o pequeno brincando com a caixa? Dói. Na alma e no bolso.

Até um ano, o bebê vai se interessar por coisas aleatórias mas, a partir de 10 meses, eles começam a gostar de brincadeiras de “ação e consequência”. É quando começam a jogar coisas repetidamente no chão. Para um bebê  é interessante descobrir que, todas as vezes que ele joga, o brinquedo ele cai. Cérebros pequenos descobrindo a física.

Para você não ser o tonto que vai pegar o brinquedo 800 vezes, invista em brinquedos onde ele coloque a bola em um lugar alto e ela rola em círculos até em baixo. Prenderá a atenção dele por muito tempo.

Entre um e dois anos bolas são super interessantes. E escalar. É necessário que você deixe ele testar os limites, sempre em local seguro. Mas a reclamação maior dos pais é a aquela história: ele tem mil brinquedos e não brinca com nenhum!

Dentro de casa, eu sempre organizei os brinquedos por categoria. Brinquedos de madeira, brinquedos de encaixar, bolinhas, materiais de pintura e colagem, massinha. Quando você coloca muitos brinquedos juntos a criança não consegue decidir com o que ela vai brincar. É uma montanha de coisas sem forma. Ele não consegue ver que o robô preferido está em baixo de uma pilha de coisas.

Sugira as brincadeiras. Eu pegava bolas, grandes, pequenas, coloridas, e falava – vamos ver quem consegue jogar a bola daqui até aquele baldinho. Vamos contar os pontos. Ali só tinha bola e um objetivo. Eles conseguem então focar. E quando puder, brinque junto. Fará  bem para você e para o pequeno.

Tinta. Sim, faz sujeira, é cansativo. Mas prepare o ambiente, forre o chão e faça em um momento que logo depois você já pode levá-lo para tomar banho. E delimite o tempo. Quarenta minutos é o ideal. Depois disso eles começam a enjoar, perder a concentração e a bagunça começa.

Brincadeiras ao ar livre também vão gastar a energia da criança e deixá-la mais calma, em casa, para assistir um filme enquanto você faz o jantar, por exemplo.

Mas o ideal é: separe tudo, guarde e você direciona a hora da brincadeira. Delimite o espaço da casa: “arrumei esse canto da mesa para você brincar de massinha. Daqui meia hora a gente vai tomar banho, tudo bem?”.

Organizando as coisas fica bem mais fácil. E para você que não vai viajar no Carnaval, fique de olho no calendário do grupo Plantão Sorriso, uma ótima opção para levar seus filhos para brincar.

Foto:  hyku on Visualhunt

Paula Barbosa Ocanha 
Jornalista, casada, trinta e poucos anos, dois filhos e apaixonada por educação infantil. Mesmo antes de casar, eu lia e me interessava por técnicas de educação, livros de pedagogia e questões sobre o desenvolvimento humano, principalmente na primeira infância. Com essa coluna, gostaria de relatar minhas experiências pessoais. E assim espero lhe ajudar, de alguma forma, a passar mais facilmente por essa linda (e assustadora) jornada da maternidade! Vem comigo e me siga também no Instagram @mamaepata

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