Quando nos deparamos com a realidade de uma sala de aula, percebemos uma complexidade e uma diversidade muito grandes na forma como nos comunicamos com nossos alunos. Veja, por exemplo, como é uma aula expositiva. Parece-nos algo muito normal e corriqueiro, mas, soa tão monótono aos estudantes que muitos acabam dormindo ou utilizando aparelhos eletrônicos, como o celular, durante as explicações.
Esse é um dos motivos que me fez distanciar, cada vez mais, desse tipo de aula. Pois, esse caso reflete uma comunicação falha entre professores e alunos. É como se esses dois personagens da escola estivessem em mundos completamente distintos. O que se deve fazer é tentar promover uma comunicação que provoque o nosso aluno, que o faça engajar no processo de ensino e aprendizagem. Da mesma forma que os clientes de uma empresa, que os fãs de um artista e assim por diante.
E de que jeito alcançar esse objetivo? Com ferramentas simples. Mais simples do que imaginamos. E que estão ao nosso alcance. Por exemplo, o WhatsApp. Essa estratégia já foi comprovada por muitas escolas, professores e alunos. Afinal, a maioria das pessoas utiliza esse mecanismo de troca de mensagens e ninguém se nega a receber ou interagir por esse aplicativo. O que se precisa é buscar regular a linguagem dessa comunicação, para que o professor consiga ensinar, avaliar e fazer com que o aluno realize as atividades propostas.
Alinhar a comunicação aos objetivos de aprendizagem talvez seja a melhor arma para que o professor consiga efetivar a aprendizagem do seu aluno de forma significativa. É claro que isso não é uma tarefa fácil, mas, estratégias corretas poderão levar a atingir objetivos de forma mais rápida. Afinal, a utilização dessas ferramentas faz com que os professores estejam mais próximos de seus alunos e, consequentemente, o conhecimento também. Aproximar a educação dos estudantes é dos grandes desafios do nosso século. Portanto, precisamos nos adaptar à realidade tecnológica para que isso se concretize.
Tiago Mariano

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Com mais de 15 anos de experiência em sala de aula de diversos colégios públicos e particulares de Londrina e Cambé, é coordenador das startups londrinenses EducaMaker, Educação Criativa e Aagro, além de manter o canal no Youtube Prof. Tiago Ledesma Mariano. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance. Já foi diretor de tecnologia e inovação educacional da Secretaria Estadual da Educação (SEED) e coordenou a construção do novo catálogo nacional de cursos técnicos do Ministério da Educação (MEC).
Foto: Tracy Le Blanc no Pexels

