Como vai ser o ensino em 2021?

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Ainda estamos longe de saber se, em 2021, as aulas nas escolas serão totalmente presenciais. Ao que tudo indica, pode demorar um pouco até que tudo volte ao normal. Entretanto, tampouco se sabe as instituições poderão utilizar as atividades remotas como recurso, porque o Ministério da Educação (MEC) ainda não homologou a permissão para estender o ensino on-line até o fim do ano que vem. A alternativa foi uma proposta aprovada por unanimidade no Conselho Nacional de Educação (CNE).

Neste ano, as escolas foram desobrigadas a cumprir os 200 dias letivos e puderam substituir as aulas pelo ensino remoto. Havia a expectativa de que as atividades voltassem ao normal ainda neste ano, o que não ocorreu. E o que se desenha distante, ainda. Por isso, há a necessidade de garantir que a educação possa continuar acontecendo, de forma on-line. Uma situação que pegou as escolas despreparadas, mas, que já entrou no radar das instituições e que deve virar rotina a partir deste ano.

Por isso, é preciso que o governo se adapte não apenas em relação à proposta de permitir tudo on-line até dezembro de 2021. Sobretudo, de permitir que o ensino e as atividades sejam híbridas desde já. Porque esta é uma realidade que veio para ficar, como já falei por aqui outras vezes. Mais que isso, é preciso que os professores tenham suporte educacional capaz de auxiliá-los para essa nova realidade. Que sejam ensinados e inseridos no contexto das novas tecnologias da informação e, assim, sejam capacitados para desenvolver as atividades no sistema híbrido.

Não é só isso: os pais também precisam entender que o mundo mudou e vai continuar mudando. Enquanto os filhos já nasceram na era digital e, para eles, é completamente fácil manusear essas ferramentas, inclusive nas escolas, entre os pais ainda há resistência e dificuldades que precisam ser vencidas. Afinal, de fato, é algo muito novo. Estamos todos no mesmo barco e precisamos remar na mesma direção, com força uniforme e em busca do mesmo objetivo. Até porque precisaremos recuperar o conteúdo que foi perdido e o modo como foi aplicado, para não prejudicar nossos estudantes.

Tiago Mariano

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Com mais de 15 anos de experiência em sala de aula de diversos colégios públicos e particulares de Londrina e Cambé, é coordenador das startups londrinenses EducaMaker, Educação Criativa e Aagro, além de manter o canal no Youtube Prof. Tiago Ledesma Mariano. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance. Já foi diretor de tecnologia e inovação educacional da Secretaria Estadual da Educação (SEED) e coordenou a construção do novo catálogo nacional de cursos técnicos do Ministério da Educação (MEC).

Foto: Julia M Cameron no Pexels

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Uma resposta

  1. Correto. São nativos digitais, não propriamente no contexto da educação formal, que não é abrangente, não alcança a totalidade de crianças e adolescentes de escolas públicas, por causa da questão social que impossibilita o acesso a internet. Contudo, nada substitui o contato, a convivência com os professores e coleguinhas de sala. Tem feito muita falta. A socialização fica mais enriquecedora, viva, humanizada. Saudades da escola, minha neta sente muita saudades da escola, tenho certeza que as crianças sentem faltam também!
    Que venha logo a vacina.

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