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Plataformas inteligentes e gameficadas conectam o conhecimento

A internet que nós conhecemos e usamos tem pouco mais de 20 anos. Ela é mais velhinha, na realidade, mas, ao público em geral, foi popularizada há cerca de duas décadas. E nesse pequeno período, já trouxe muitas vantagens e avanços. Além, é claro, de inúmeras transformações. Tudo isso é inegável. Entretanto, nem sempre conseguimos acompanhar tudo o que essa tecnologia nos proporcionou. E, infelizmente, isso é muito ruim, principalmente para a área educacional.

A internet passou por pelo menos três fases. A primeira é aquela em que as pessoas consomem conteúdos produzidos. Num segundo momento, os usuários passam a produzir conteúdo. E, por fim, alguns dizem que vivemos a era da personalização do conteúdo, por conta de algoritmos que interpretam dados e preferências de navegação, oferecendo o que a pessoa mais gosta ou mais acessa. É nesse aspecto que surgem aplicativos e plataformas de aulas e testes em sistema de gameficação, liberando conteúdo à medida que o aluno avança.

Se nas nossas salas de aula tradicionais alguns professores mantêm metodologias seculares de ensino, desconsiderando a realidade dos alunos, mais dinâmica e versátil, por outro lado nos ambientes virtuais tudo está muito diferente. Afinal, aprender e ensinar não se refere mais somente ao espaço físico da escola, que continua sendo muito importante. Ao contrário, está também ligado às tecnologias da informação, com as quais os estudantes podem interagir a qualquer momento.

Por isso é tão importante que existam aplicativos e plataformas que produzam e ofereçam conteúdo personalizado. Não adianta, em sala de aula, transmitir o conhecimento da mesma forma que se fazia séculos atrás. Porque, em seguida, os alunos pesquisam desenfreadamente na internet. Se os estudantes podem acessar o conteúdo personalizado e até gameficado, isso os estimula a estudar. Mais que isso: a aprender. E aí tudo se torna mais interessante. A geração de hoje é movida a significados. E se o conteúdo não lhe diz respeito, é descartado.

O que está em questão é de que forma esses dispositivos, aplicativos, ferramentas e plataformas podem contribuir para conectar o conhecimento aos estudantes, falando as suas linguagens e liberando os conteúdos que melhor conseguem aproveitar.

Foto: Pixabay

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

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