Como serão as aulas presenciais depois da pandemia do coronavírus?

classroom-2093743_1920 (1)

Sem um titular para o Ministério da Educação em plena pandemia (até a escrita deste texto) e em meio a discussões sobre a nova data do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como se fosse uma pasta qualquer e sem importância, o Brasil não vislumbra como nem quando será a retomada das aulas presenciais. O que se sabe é que, quando voltarem as atividades nas escolas, tudo será diferente. E uma série de medidas deverá ser adotada para garantir o mínimo de segurança e higiene, evitando, assim, que os estudantes se contaminem com o coronavírus.

Um dos aspectos que veio para ficar é, realmente, o ensino à distância. Por enquanto, durante a quarentena, todas as atividades estão sendo realizadas de forma remota. Quando puderem retomar as aulas presenciais, entretanto, os alunos vão se deparar com algumas tarefas que deverão ser realizadas on-line. Não terá jeito. Essa modalidade vai continuar existindo, de forma híbrida, com uma mescla entre o real e o virtual. As escolas terão de encontrar, todavia, o que mais deu certo on-line e o que, infelizmente, não foi possível realizar dessa maneira.

Por outro lado, em sala de aula, os alunos terão de manter um distanciamento social, com espaçamento de, ao menos, um metro entre cada. Com nossas salas de aula cheias? Será quase impossível. Talvez, assim, coloque-se em prática um antigo pedido dos professores: mais salas de aula com menos alunos em cada uma. Hoje as classes do ensino médio têm entre 40 e 50 alunos, enquanto que as de cursinho pré-vestibular, por exemplo, chegam a ter quase 200 estudantes. As salas de aula do ensino fundamental, entretanto, têm menos estudantes por metro quadrado.

Quais as vantagens de se colocar isso em prática? A atenção do professor não fica tão dividida, a qualidade do ensino aumenta e a aprendizagem dos alunos também. Todos ganham. É claro que haverá um aumento de custo para que se mantenham mais salas de aula. Mas, afinal, essa pandemia trouxe novos custos para as planilhas escolares, não? Outro deles diz respeito à higienização: a partir de agora, será preciso higienizar os ambientes com frequência maior, desde as próprias salas de aula até as maçanetas das portas e carteiras dos alunos.

Da mesma forma será preciso disponibilizar ilhas de higienização espalhadas pela escola, com disponibilização de álcool em gel e tapetes com solução higienizadora para limpeza dos calçados. Fora tudo isso, o uso de máscaras deverá ser obrigatório, assim como o controle da temperatura corporal. Será uma realidade diferente, né?

Tiago Mariano 

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.

Foto: Pixabay

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anuncie no O Londrinēnse

Mais lidos da semana

Anuncie no O Londrinēnse