O poder da mulher no rock independente brasileiro está crescendo, mesmo sofrendo com o preconceito, cachês mais baixos e outras tantas “faltas de respeito” com o universo feminino do rock. A mulherada tem mostrado toda sua indignação nas letras e na música, em temas como política, machismo, homofobia, feminicídio e outras tantas opressões que as mulheres são submetidas.
Elas são a voz, elas são o Punk Rock, o Crossover, o Speed Metal, o Trash Metal, o Punkabilly das mulheres amordaçadas querendo gritar. Bandas como Ratas Rabiosas (SP), Menstruação Anarquika (SP), Klitores Kaos (PA), Paquitas do Capeta (CWB), Santa Muerte(SP), Raiva Crust (SP) e Banda Sapataria (SP) dizem a que vieram sem medo de mostrar o que são e a força que suas letras e músicas tem.
No atual cenário musical que vivemos, com músicas e letras feitas só pra vender e mais nada, a CENA INDEPENDENTE FEMININA DO ROCK, veio e sempre vai vir como um “tapa na cara” nessa preguiça de pensar e lutar por igualdade e paz. E não só na cena musical, mas em toda a classe artística independente tem uma mulher de atitude.
Para quem não conhece, a Luanda Soares, natural de Santos (SP,) só de underground tem mais de 20 anos. Na década de 1990, ela era uma voraz consumidora do supra sumo da Editora Circo (Rê Bordosa, Piratas do Tiête e Coisas Estranhas do Mutarelli). Tinha 11 anos quando se interessou pela Arte que faz hoje.
Pelo @studiojunkielu ilustrou e ilustra pra cena Hardcore, Punk, às vezes para o Metal, Grind e afins, mas o Punk é o tesão. Várias bandas a procuram para fazer posteres de Gigs e Festivais, Flyers, Capas de Álbuns, Logo, Diagramação de Álbuns inteiros.

Honrada por ter feito trabalhos para Bandas como, Hospício, Ratas Rabiosas, CabraMacabra, Protesto & Fúria, Ódio Social, Coyote Bad Trip, Coletivo HC80 e vários outros. “De vez em quando cola uns lambes por aí, as vezes tá de mochila pela BR e na maioria das vezes é mãe solo dos gêmeos Pedro e Rafael de 5 anos”. Vive o underground intensamente, por que respirar nesse “Sistema é Sufocante”. Segundo ela, “Poesia pra mim é ouvir Last Days of Humanaty com cenas do Braindead, um Gig com Invasores de Cérebro, um role insano de preferencia em um Porão bem Barulhento, nunca fiz nada pra Cena Gore, meu sonho.”

Angelita Rabiosa, baixista da Ratas Rabiosas e locutora da Antena Rebel, leva todas Quartas-Feiras, às 22h, toda cena no programa MULHERES PUNKS RESISTEM, tocando só bandas foda do PUNK ROCK feminino. E o que mais se admira nesta cena é que não existe competição entre Bandas e outras artes, existe sim uma ajuda mútua entre elas, sejam em festivais independentes, informações e reuniões por um bem comum que é “Somos Todos Iguais”.
No mês de março que é símbolo pela luta, por valorização e igualdade das mulheres rolou o LET’S GRRRRRL FESTIVAL, totalmente independente, virtual e gratuito. Que contou com grandes Bandas, não só formado por mulheres, mas por homens e vocal feminino. Foi lindo ver as Bandas unidas por uma só causa, tendo esse espaço não só para mostrar seu trabalho, mas protestar.
E não se esqueça “MULHERES PUNKS EXISTEM – MULHERES PUNKS RESISTEM” (RATAS RABIOSAS).
Rogerio Rigoni

Foi comerciante a vida toda, se rebelou e assumiu seu lado de escultor. A música que sempre foi sua paixão! Rock and roll na vida e na arte!
Foto: Menstruação Anarquika/Pinterest

