Por Fábio Luporini
Desde que o ser humano se transformou de nômade em sedentário, muitas coisas mudaram e se desenvolveram. Entre elas, o casamento. Da vida isolada à vida social, o homem passou a conviver em grupo e estabelecer relação e vínculo com tribos diferentes da sua. O casamento, por exemplo, é uma maneira de que isso se realizasse. As primeiras evidências científicas e históricas do surgimento do casamento são de uma cerimônia datada de 2.350 antes de Cristo, na Mesopotâmia.
Faz tempo que o casamento existe, mas, nem tanto assim, se considerarmos a idade da humanidade. E, nessa época, conhecida como Idade Antiga, o casamento era considerado uma forma de unir famílias, de estabelecer uma alianças entre grupos, o que fortalecia as pessoas frente às outras. Com o tempo, o casamento foi ganhando formas e significados diferentes, como, por exemplo, o sinal de amor e união afetiva entre dois seres humanos. No quesito religiosidade, o cristianismo se apropriou do casamento, transformando-o em matrimônio com o objetivo de procriar.
Entretanto, o significado do casamento pode ser entendido sob diversos aspectos. Eu, por exemplo, como sociólogo e como celebrante social de casamentos, já tive a oportunidade de conduzir a cerimônia de casamento de pessoas com distintas visões de mundo: ateu com cristão, evangélico com muçulmano e judeu com católico, além de uniões homoafetivas. Isto significa que o casamento está e continua passando por grandes transformações sociais, como qualquer aspecto fundamental da sociedade, tal qual a família, o Estado e a religião.
Então, é preciso olhar para os casamentos com os óculos da modernidade, da contemporaneidade e de uma vanguarda de hábitos e costumes que se modificam com o passar do tempo. Afinal, considerado uma instituição, o casamento está em constante transformação, mas, permanece importante do ponto de vista da vida social. E deve ser entendido a partir de sua relevância e presença na sociedade.

Fábio Luporini
Sou jornalista formado pela Universidade Norte do Paraná e sociólogo formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) . Fui repórter, editor e chefe de redação no extinto Jornal de Londrina (JL), atuei como produtor na RPC (afiliada da TV Globo), fundei o também extinto Portal Duo e trabalho como assessor de imprensa e professor de Filosofia, Sociologia, História, Redação e Geopolítica, em Londrina.
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