O Rei Leão não dança, gente!

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Neste remake da animação da Disney de 1994, temos um hiper-realismo fantástico, uma nostalgia incrível, paisagens de tirar o fôlego e… e… e é só.

A animação se estrutura no magnetismo, na aura de nostalgia da obra original para voltar às telas de cinema. O diretor Jon Favreau (Mogli, o Menino Lobo – 2016) mostra uma estética visual maravilhosa e, com certeza, fará render uma bilheteria pra lá de milionária para o estúdio Disney e… e… e é só.

O roteiro de Jeff Nathanson (Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar – 2017) dá um toque de sobriedade ao longa e mantém o tom quase shakespeariano do original, mas nesta versão os bichos não dançam e rebolam e se divertem como na outra versão, aqui eles agem como animais reais se movimentando numa floresta real… e é só.

Temos que considerar que a animação original é dona da segunda maior arrecadação de toda a história do cinema, contabilizando-se nesta soma as canequinhas de leão, os chaveiros, as mochilas, os cadernos, as escovas dentais, etc… talvez este seja o motivo do resultado desta versão atual, investe mais na aparência, no que se vê, e menos no que se sente, no que corre nas veias.

Esta versão tem meia hora a mais do que a original, Nala aparece mais na tela, se manifestando em momentos importantes da trama, mostrando o poder feminino na geração atual. O longa também é recheado de gente famosa atuando nas bocas dos animais, falando e cantando: Beyoncé (Nala), Donald Glover (Simba), James Earl Jones (o Mufasa de 1994 e o de hoje), Seth Rogen (Pumba); no Brasil, Iza (Nala) e Ícaro Silva (Simba).

Vamos colocar na balança que O Rei Leão é uma obra que podemos classificar como universal, conhecida por várias gerações em todo o mundo. Por isso vamos colocar os pessimismos à parte, porque não tem como não comparar as versões. Apesar de tudo, o filme é belíssimo, tem diálogos e cenas de ações boas, paisagens incríveis e belas músicas. Hakuna Matata, vá ao cinema e aproveite.

Foto: Divulgação

Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas

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