Empresa diz que plano foi a forma amigável encontrada para reduzir quadro funcional
Telma Elorza
O LONDRINENSE
Em coletiva on-line, o novo presidente da Sercomtel Telecomunicações, Márcio Tiago Arruda, e o presidente do Conselho de Administração da empresa, Hélio Costa, afirmaram que foram disponibilizados R$ 25 milhões para o Programa de Demissão Voluntária (PDV) na companhia, o que estatisticamente seria suficiente para abranger cerca de 50% dos atuais 456 funcionários.
O PDV deve ser disponibilizado hoje para os funcionários pela intranet da empresa e a adesão pode começar a ser feita a partir desta terça-feira (26) até dia 2 de fevereiro. Entre hoje e amanhã, o setor de Recursos Humanos estará disponível para tirar dúvidas. De acordo com o presidente Márcio Tiago, podem se voluntariar 100% do quadro funcional. “Não fizemos uma seleção entre os funcionários para lançar o PDV e, com isso, podemos perder talentos extremamente necessários”, afirmou
Segundo o presidente da companhia, o plano prevê pagamento, além das verbas rescisórias obrigatórias, de um salário a mais por ano trabalhado na Sercomtel, variando num piso de um salário – para aqueles há um ano na empresa – até o teto de 18 salários, a serem pagos em oito vezes, a título de verba indenizatória, sem incidência de impostos. Além disso, quem aderir terá garantido a continuidade do plano de saúde pelo mesmo período de oito meses.
De acordo com Márcio Tiago, a expectativa é reduzir os quadros pela metade, mas isso dependerá também do número de adesões, tempo de casa e salários. “Se os mais antigos de casa, com salários maior aderirem primeiro podem consumir boa parte do valor destinado à indenização, reduzindo o número de funcionários no plano”, explicou. Segundo ele, a adesão será feita por ordem de inscrição
Ele afirmou que demissões são necessárias nesse momento para readequar a estrutura da empresa e torná-la mais ágil e eficiente. “Tivemos que tirar dinheiro que seria investido na área técnica para promover o PDV, mas precisamos adequar o tamanho da empresa. Hoje, estamos com número de assinantes mais baixo que os menores provedores do país. Pode ser que daqui a dois, três anos, tenhamos um número maior de funcionários do que os atuais”, diz.
Somente depois da finalização do período de adesão é que a empresa terá condições de avaliar se serão necessárias mais demissões e como lidar com a perda de talentos, disse o presidente da empresa. Um dos pontos questionados pelo O LONDRINENSE foi sobre a terceirização de alguns departamentos acessórios, como o jurídico e auditoria entre outros, de acordo com informações de funcionários à reportagem. Segundo Márcio Tiago, a Sercomtel já trabalha com terceirizações em vários setores e, que, no momento, a extinção desses departamentos não foi discutida. “Mas auditoria, por exemplo, tem que ser independente, não pode ser um departamento”, afirmou.
Diferentemente de planos anteriores já realizados pela empresa, este é extensivo a todos os empregados da Sercomtel, independentemente do cargo, estabilidade (licença maternidade, diretores sindicais e outros casos previstos em lei), função, forma de contratação, situação do contrato de trabalho e/ou local da prestação do serviço.
Abaixo, as remunerações previstas no PDV:
| Tempo de serviço (em anos) | Remunerações |
| Até 1 ano | 1 remuneração |
| De 2 a 3 anos | 3 remunerações |
| De 4 a 5 anos | 5 remunerações |
| De 6 a 7 anos | 7 remunerações |
| De 8 a 9 anos | 9 remunerações |
| De 10 a 11 anos | 11 remunerações |
| De 12 a 16 anos | 13 remunerações |
| De 17 a 23 anos | 15 remunerações |
| De 24 a 35 anos | 17 remunerações |
| De 36 anos em diante | 18 remunerações |
Foto: Fernando Cremonez
