Equipe O Londrinense
Na manhã desta terça-feira, foi deflagrada a operação Espelho Falso, que investiga um esquema de corrupção para o desvio de verbas do Hospital Universitário de Londrina – HU, realizada pela Divisão de Combate à Corrupção da Polícia Civil na cidade de Londrina.
Vinte e seis policiais foram à campo para cumprir cinco mandados de seqüestro de bens e oito de busca e apreensão. A justiça não deferiu os mandados de prisão requeridos pela autoridade policial, razão pela qual ninguém foi preso.
O Tribunal de Contas do Estado – TCE-PR detectou inconsistências nas contas do Hospital Universitário e oficiou à Polícia Civil, que iniciou as investigações em outubro de 2018. Segundo Alan Flore, Delegado de Polícia, o prejuízo está próximo de R$1,1 mil e pode aumentar, já que as investigações continuam.
O suposto esquema seria comandado pela servidora responsável pela Secretaria da Diretoria Clínica, Lucélia Pires Ferreira, e contava com a participação de mais cinco suspeitos. Dentre eles, uma médica que seria proprietária de uma empresa de prestação de serviços, utilizada na fraude. Durante as investigações a Polícia Civil apurou a existência de uma segunda empresa, já identificada, e possui suspeitas do envolvimento de uma terceira empresa no esquema.
Através das empresas envolvidas, eram realizados pagamentos de atividades médicas com a utilização de registros de freqüência falsos.
Ainda no mês de outubro, inicio das investigações, a servidora Lucélia Pires, deixou de comparecer a uma reunião com integrantes do Tribunal de Contas no Hospital Universário, mesmo tendo confirmado a seus colegas que estava chegando. Ela foi encontrada morta, alguns dias depois, em um rio entre as cidades de Porecatu e Alvorada do Sul. Para a polícia, presume-se que o esquema tenha chegado ao fim com o falecimento da servidora.
Os investigados podem ser acusados e se tornarem réus pelos crimes de peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, falsificação de documento público e associação criminosa.
A direção do Hospital Universitário não é investigada, segundo informações da autoridade policial.

