Garimpa che te fa bene!

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A moda em brechós se reinventa e vira tendência para quem quer se vestir bem, com estilo e gastando pouco

Juliana Nunes
Equipe O LONDRINENSE

Foi-se o tempo em que comprar roupa em brechó era sinônimo de “pobreza”. “– Ah! Estou sem roupa para sair e não tenho um tostão na carteira… vou pegar umas roupas que não me servem mais e tentar trocar num brechó por algo diferente”. Era assim que fazíamos. E, muitas vezes, escondido dos amigos, por vergonha do que poderiam pensar. Pois informo-lhes que isso não existe mais, meus caros. Comprar em brechó, hoje, é um luxo! E se você estiver com tempo para garimpar direitinho, vai encontrar maravilhas nunca antes imagináveis.

Londrina conta com grande variedade de lojas especializadas em roupas seminovas com ótima qualidade e preço bem acessível, para encantar a todos. O Brechó da Mary, por exemplo (na Rua Pará, entre a Souza Naves e Mato Grosso), vende roupas e acessórios femininos e masculinos – e com projeto de expansão, inclusive para o infantil, em breve -, todos os gostos e estilos.

Há roupas para o dia a dia, muito confortáveis e estilosas, e até para uma festa glamourosa, em perfeito estado. E, quer saber do melhor? É peça única, claro! Acabou aquele negócio de chegar na balada e encontrar a amiga com o mesmo vestido.

Conversamos com a proprietária, Marina Pereira – a Mary – , de 47 anos, que nasceu no Distrito de Maravilha, mas está na cidade há 30 anos. Ela assumiu o comando da loja há apenas cinco meses, mas já compartilha do mesmo brilho nos olhos de seus clientes, que saem da loja com imensa satisfação por terem feito ótimo negócio.

“Eu sempre tive vontade de ter um negócio que tivesse minha cara, que eu pudesse atender os clientes do meu jeito, com autenticidade. Amo moda e sempre gostei de comprar nessas lojas, por conta do preço e das peças únicas que podemos adquirir ali”, conta com entusiasmo.

Kakau Neves é cliente da Mary. É frequentadora assídua de brechós desde 1998. Hoje ela compra de tudo, roupas, sapatos, semijoias e até um vestido que usou no casamento da sobrinha. A primeira vez foi por necessidade, por ocasião de um evento em Curitiba.

“Era fevereiro e fazia um frio que eu não esperava, veio do nada. Foi quando uma amiga me levou em um barracão, era um brechó que estava vendendo roupas usadas importadas e eu fiquei louca naquele lugar, comprei um monte de coisas que eu jamais compraria numa loja”, lembra.

Kakau ainda revelou que nunca teve preconceito, sempre indica e conta com orgulho para os amigos a origem das peças. “Não considero reaproveitamento. Eu compro porque gosto mesmo, além da economia, também, que ajuda bastante. As peças são realmente exclusivas e é isso que importa pra mim”, complementa.  

Mary conta que a maioria de seus clientes busca, em primeiro lugar, peças bonitas, confortáveis e de qualidade. Unindo a isso, se o preço for mais acessível que o de roupas de primeira mão, então, todos só tem a ganhar.  E não hesita em afirmar: “Sempre gosto de estar arrumada e de bem comigo mesma, quero que meus clientes se sintam do mesmo jeito aqui na loja”.

Foto: Pixabay

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