Pesquisa mostra que cerca de 41 milhões de pessoas no Brasil não querem se vacinar por causa das fakes news
O LONDRINENSE com assessoria
De acordo com uma pesquisa do IBOPE Inteligência, realizada a pedido da Avaaz.com, cerca de 41 milhões de pessoas no Brasil (ou 25%) podem não se vacinar contra a COVID-19 — 20% dizem que talvez não se vacinem e 5% dizem que “não vão tomar a vacina de jeito nenhum”. Dentre os que não tem certeza ou dizem que não vão tomar a vacina contra a COVID-19, cerca de 34% declara pelo menos um motivo relacionado à desinformação. Trata-se de 14 milhões de pessoas. A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 28 de agosto, com mil pessoas com 16 anos ou mais, de todo Brasil, de posse de um telefone fixo ou celular. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Os números mostram que a desinformação poderia prejudicar os gigantescos esforços de governos e cientistas para combater o vírus. Os entrevistados também apontam a(s) razão(ões) que melhor explica(m) porque não tomariam a vacina, revelando que:
- 7,8 milhões de brasileiros podem não se vacinar por acreditar que a vacina da COVID-19 contém chips implantados para controle populacional;
- 8,2 milhões podem não se vacinar por acreditar que Bill Gates teria dito que a vacina pode matar cerca de 700 mil pessoas;
- 5,7 milhões de pessoas podem não se vacinar por acreditar que a vacina poderia alterar o DNA;
- 4,9 milhões podem não se vacinar por acreditar que as vacinas são produzidas a partir de células de fetos abortados
A mesma pesquisa mostra que as redes sociais são a segunda fonte de informação mais relevante sobre a vacina contra a COVID-19 para os brasileiros (39%), após a televisão (72%).
As descobertas da pesquisa do IBOPE Inteligência parecem complementar um estudo recente da USP que descobriu uma tendência de aumento de 383% na produção de conteúdo com fake news sobre a vacina contra a COVID-19 nos dois maiores grupos antivacina do Brasil nos últimos 3 meses.
Foto: Vivian Honorato/N.COM

