Por Pati Palmieri Marconi
Na coluna passada falei sobre Peaky Blinders e a influência da máfia na coquetelaria e olha, descobri que adorei essa mistura de série, filmes + drinks. Então decidi continuar nessa vibe… mas prometo que desta vez a dose vem mais suave kkkkk.
Desde que adicionamos o Cosmopolitan à nossa carta, fico observando a reação das pessoas. O comentário é sempre o mesmo: “esse é o drink da Carrie, de Sex and the City!” E não é que é mesmo? Se tem uma série que conseguiu transformar um coquetel em ícone pop, essa série é Sex and the City.
Carrie Bradshaw e suas amigas não só desfilaram por Nova York com seus looks impecáveis — elas ajudaram a colocar o Cosmopolitan no mapa da coquetelaria moderna.
O Cosmo já existia antes, claro. Mas foi só depois de aparecer nas mãos da turma de Carrie que ele virou o drink da mulher independente, divertida e um pouco dramática dos anos 2000.
Um coquetel rosa, vibrante, servido em taça de martíni, que dizia: “eu posso ser elegante… mas também sei aprontar”.
Drinks que roubam a cena

A combinação é simples e perfeita: vodka, triple sec, suco de cranberry e um toque de limão. Fresco, levemente doce, com acidez equilibrada, exatamente como a personalidade das quatro protagonistas juntas.
No fim das contas, Sex and the City não só influenciou moda, comportamento e relacionamentos. Influenciou até a forma como muita gente pediu seu primeiro drink no bar. E convenhamos: poucos coquetéis têm esse poder.
Outro clássico que rouba a cena é o famoso Vodka Martini do nosso querido 007. Se existe um personagem que transformou um drink em assinatura pessoal, esse é James Bond.
Em praticamente todos os filmes, lá está ele pedindo seu Martini, sempre com aquele detalhe que virou bordão mundial: “shaken, not stirred”, na nossa boa e velha tradução, “batido, não mexido”.
O drink em si é tão simples quanto elegante, perfeito para combinar com o 007: vodka, vermute seco e, dependendo da versão, uma casquinha de limão para finalizar. Mas foi a maneira como Bond pedia esse coquetel que o colocou na cultura pop.
A frase virou ritual, quase uma extensão da personalidade dele: sofisticado, confiante, um pouco imprevisível e sempre impecável, mesmo no meio do caos.
Curiosamente, bartenders mais clássicos torcem o nariz para um Martini batido, dizendo que isso quebra ”a textura” do drink. Mas quem se importa?
Quando o assunto é James Bond, o estilo sempre fala mais alto. No fim das contas, o Vodka Martini se tornou mais do que um coquetel: virou símbolo de elegância cinematográfica.
E tudo isso graças a um agente secreto que sabia pedir um drink com tanto charme quanto salvava o mundo. Eu, particularmente, não sou muito fã… calma, estou falando do Vodka Martini kkkkk.
Receita do Cosmopolitan
25 ml de limão
25 ml de suco de cranberry (aqui usamos o nosso, caseiro)
25 ml de triple sec
45 ml de vodka
Pati Palmieri Marconi
Foto capa: citymagazine

Conversa fiada, um bom drink e um tira gosto, me chama que eu vou. Ahhh, mas também amo esportes de todas as formas. Sou mãe de menino e adoro fazer eles passarem vergonha na porta da escola kkkk.
Escrevo essa coluna assistindo ao US Open, um olho em cada tela e na mão um espumante Rose e já pensando no próximo cardápio de drinks do Mestizzo.
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