Artistas londrinenses: Lucas Gibim Rodrigues e seu universo especial

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Conheci o Lucas e sua família em 1994, quando ele entrou para o grupo da Oficina de Arte Contemporânea; ele tinha apenas 10 anos de idade e já era extremamente observador, ótimo desenhista e já se interessava pelo espaço.

Um dos artistas mais promissores que temos na cidade, com surpreendentes 25 anos de profissão e duas faculdades – em física e design – traz em sua mais recente série de “Space Art” a junção dos seus maiores interesses: o espaço sideral, a história em quadrinhos e a arte digital.

E, assim como uma história em quadrinhos, as obras contam uma história, nenhuma delas existe por acaso – quando você observa todos os quadros juntos, atento para ordem e sequência, é possível ter uma ideia disso. E o que os tornam muito instigantes é que, mesmo fora dessa sequência, eles continuam com a mesma força expressiva, é um trabalho cheio de personalidade.

Lucas é também muito ligado às causas ecológicas e uma das suas maiores preocupações como artista e ser humano é a preservação do nosso planeta. Com 14 anos de idade, ele criou o personagem “Capitão Reciclagem” e sua história, na qual abordava a questão da poluição ambiental e suas consequências para o mundo.

Excelente desenhista e pintor, ele descobriu a arte digital, o computador como instrumento de trabalho. Diferente do que imaginam, o computador é um instrumento como outro qualquer, como o lápis por exemplo. Um artista completo consegue transformar qualquer material em obra de arte. Assim como um de seus artistas prediletos, Leonardo DaVinci, Lucas usa todo seu conhecimento científico e artístico nas obras, levando seu universo interno para o olhar do expectador, uma viagem pelo espaço sideral com toda a sua carga espiritual.

Aliás, na minha percepção, o lado espiritual também é muito forte em todas as obras do Lucas, mas, longe de ser uma energia repressora de crenças, elas abrem nossos olhos para um mundo alternativo e libertador.

Até o dia 13 de setembro será possível ver e conhecer mais sobre o trabalho do Lucas na mini galeria de exposições da loja Bijorhca.  A intenção é que esse projeto ganhe ainda mais força – vai ganhar mais obras também. Ele recebeu um convite incrível do presidente da Grama (Grupo Regional de Astronomia de Marília) para preparar uma exposição completa e também criar novas obras que tratem do famoso meteorito que caiu naquela cidade em 1971. Para tornar esse projeto possível, o Lucas busca patrocínio e apoio de empresas e instituições que tenham interesse em ajudar a difundir a arte londrinense país afora. A expectativa é que o projeto resulte também em um livro sobre a história de cada quadro.

Um trabalho empolgante, emocionante, cheio de vigor e que merece ser visto e apreciado. Como artista, espero que ganhe espaço não apenas aqui… O céu é o limite para esse universo mais que especial do Lucas.

Angela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.

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