Livre demanda é você oferecer o seio para o recém-nascido sempre que ele quiser mamar, considerando que o bebê mama para se alimentar mas também quando tem sede e quer afeto da mãe.
Tive dois bebês completamente diferentes nesse sentido. O primeiro chegou em casa com 2,850 quilos e, mamando somente no seio, em livre demanda, rapidamente começou a crescer e engordar. Ele mamava por muito tempo, os dois peitos, e muitas vezes por dia. Mantive apenas o leite do peito até ele ter oito meses e meio – mesmo depois de iniciar a dieta com outros alimentos não tomava fórmula. Só quando engravidei do segundo que comecei a dar mamadeira.
Já o Gabriel ficou no hospital 15 dias e acabou chegando em casa regulado com horário da UTI, onde era alimentado por sonda a cada três horas. Na UCI, ele aprendeu a mamar no seio e chegando em casa só aceitou o leite materno. Pelo baixo peso, 2 quilos, tinha que complementar com leite artificial. Mas ele vomitava toda a fórmula e, com um grande esforço, fui amamentando no peito até que ele finalmente começou a engordar – depois de ter chegado a 1,7kg e quase ser internado novamente. Mas, por mais que tentasse dar mais vezes o peito, ele só abocanhava e mamava a cada três horas. Por um lado era bom, mas eu achava estranho por ter amamentado o mais velho quase um ano, de uma forma totalmente diferente.
Biel só começou a mamar em livre demanda depois de quase quatro meses, onde acredito que também entendeu o seio era mais do que alimento. Rafa mamou desesperadamente no meu peito até onze meses e meio, quando largou naturalmente – algumas pessoas falam que a gravidez muda o sabor do leite materno. Pode ter sido isso.
Já o mais novo, que mamava com muito custo de três em três horas, mamou até dois anos e meio. Tirei ele do peito por decisão minha – acho que por ele estaria mamando até hoje! Ô menino apegado!
Então não se preocupe se seu filho mama quando quiser ou se acha melhor amamentar a cada três horas. Faça o que funciona melhor para você, o que manda seu instinto materno. Dando carinho, afeto, amor e atenção seu filho ficará feliz e satisfeito, seja no seio ou na mamadeira.

Paula Barbosa Ocanha
Jornalista, casada, trinta e poucos anos, dois filhos e apaixonada por educação infantil. Mesmo antes de casar, eu lia e me interessava por técnicas de educação, livros de pedagogia e questões sobre o desenvolvimento humano, principalmente na primeira infância. Com essa coluna, gostaria de relatar minhas experiências pessoais. E assim espero lhe ajudar, de alguma forma, a passar mais facilmente por essa linda (e assustadora) jornada da maternidade! Vem comigo e me siga também no Instagram @mamaepata.

