Até um dia, quem sabe!

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Por Rogério Rigoni

Fala, meninas e meninos do ROCK!

Faz alguns anos que fui convidado pela jornalista e editora Telma Elorza, para escrever uma coluna sobre rock para o jornal. Fiquei feliz, surpreso, assustado e um pouco inseguro. Não sou jornalista. Na época, eu nem tinha o ensino fundamental completo. Os únicos textos que escrevi foram redações para o colégio, um caderno com minhas poesias e algumas letras de música.

Assumir esse compromisso foi uma grande responsabilidade. Depois veio a dúvida, o que eu vou falar sobre o rock? O “sertanojo” tinha invadido as rádios e programas de TV, as poucas bandas de rock nacional que tinham na época, eu nao gostava de nenhuma. O que me deu um norte para a coluna foi o programa DNA Rock Paraná, que eu e a Ângela tínhamos na rádio web AntenaZero de São Paulo. Nele, a gente divulgava a Cena Independente Autoral do nosso estado, ai eu falei: “É isso! Vou escrever sobre o underground“!

Assim as colunas foram saindo, aproveitei o “trampo” na rádio e fui entrando em contato com as bandas, falando sobre a proposta da coluna, elas começaram a me mandar material e assim várias bandas underground saíram no jornal.

Nessa “mão” de divulgar as bandas, eu escrevi duas matérias sobre duas bandas importantes da “cena” que eu gosto muito. Infelizmente e imperfeito que sou eu, errei nas duas, isso acabou comigo. Tanto que eu escrevi outra matéria falando sobre esses erros e falei que não ia mais divulgar bandas. Mas aí a Telma me chamou no WhatsApp e pediu para que eu continuasse a escrever sobre as bandas, que meus textos era bons e que erros poderiam ser corrigidos … Vindo dela eu não pude recusar, mas confesso que eu fiquei traumatizado com meus erros. Devo ter escrito sobre mais uma ou duas bandas, depois parei.

A partir dessa decisão, as matérias tomaram vários rumos como você pode notar entrando no site do jornal. Na coluna DNA DO ROCK você encontra todas as matérias.

Assumo  que teve matérias que ficaram uma bosta, teve uma que o título ficou lindo, “O rock pendurado no varal”, mas o texto não fez jus ao nome, eu poderia ter desenvolvido muito melhor. Teve outras que eu fiquei muito feliz, como a saga das bandas independentes, onde foram várias matérias divulgando bandas do underground brasileiro de várias cidades e estados com vários estilos musicais.

Mas a mais legal de todas que eu escrevi foi a do grande Nelson Gonçalves, o cara que teve a atitude mais rock and roll de todos os artistas, o Felipe do @sebomuiraquita amou essa matéria e até indicou a leitura. Ela também está no site do jornal, se você tiver a fim, leia!

Bom, mas tudo tem seu começo e fim e meu tempo no jornal já deu. Não estou desistindo do underground nem das minhas inesquecíveis experiências com ele, continuo sendo um punk véio, mesmo não tendo participado da cena punk londrinense da época, como já escrevi. Apenas não estou mais com o mesmo tesão que tinha quando comecei escrever para O LONDRINE̅NSE.

Não posso enganar a mim nem a você, ultimamente estou escrevendo minhas colunas por escrever e isso não é justo para ninguém. Para ser bem sincero, ninguém vai sentir falta da minha coluna. Sou só um escritor simples e independente, pouco conhecido (como já me chamaram), que vai parar de escrever a coluna.

Para falar a verdade, quem aqui em Londrina quer saber o que está acontecendo no underground local ou de fora? Poucos londrinenses respeitam as bandas independentes autorais. 

Alguns anos atrás , eu e a Ângela fomos em um show de uma banda local com mais de 20 anos de estrada na Associação Médica de Londrina (de graça) e não foi ninguém, nem os amigos dos caras foram. Aquilo cortou meu coração, foi uma puta falta de respeito com a banda. Mas o que esperar dessa cidade, onde até na Sexta na Concha, só rola banda cover?

Aproveitando isso, eu ouvi de um cara de uma dessas bandas cover “que bandas locais autorais não funcionam nesse evento”. Infelizmente, é Londrina sendo Londrina.

Mesmo a maioria dos londrinenses não respeitando a cena independente autoral, tenho que tirar o chapéu para o incansável Luís Eduardo “Cientista”, que está no underground há anos e é o idealizador do festival Let’s Go Grrrls, sempre ressaltando a cena independente autoral feminina. Temos também o grande Marcelo com a Demo Sul; o Juninho, do Barbearia, o berço do underground brasileiro; o Lelé, do Rocha’s Rock, sempre trazendo grandes bandas. Parabéns meninos, vocês fazem acontecer!

Para lembrar você, o DNA ROCK BRASIL, continua firme e forte na rádio UEL FM 107.9. O programa rola todo domingo às 17h, com reprise quarta às 23h, levando pra você o que rola de melhor no underground brasileiro e agora com algumas bandas de fora do país.

Aproveitando o ensejo, escute a banda underground “Fiori del Male” @fioridelmale9, formada em Scampia, Nápoles, Itália. Banda de rock, metal e punk que está disponível no YouTube e Spotify com a música “Allarme Rosso nel Golfo Persico”, uma “pusta” música, foda!

Quero agradecer imensamente as editoras Telma Elorza e Suzi Bonfim por terem me dado a honra de ter a coluna DNA do Rock, no importantíssimo @olondrinensejornal. Também quero agradecer demais por nunca terem censurado nada do que eu escrevi durante todos esses anos de coluna.

Também não posso deixar de agradecer a colunista Edra Moraes, por compartilhar minhas colunas, valeu Edra!

Tenha um ótimo final de semana!

 Quem sabe um dia eu volte (se a Telma deixar kkk).

Lembre-se, o rock não morreu, ele está no underground! (Gastão Moreira)

SEM ANISTIA PRA GOLPISTA SAFADO!

FORA,TODOS OS POLÍTICOS DE MERDA!

BORA PRO ROCK!

Foto principal: Magnific

Rogério Rigoni

Estou parando com a coluna DNA do Rock por questões pessoais, mas foi bom demais esses anos todos

“FALA, MENINAS E MENINOS DO ROCK”! Assim começa o programa o DNA Rock Brasil, pela radio UEL FM! Sou um dos apresentadores e falo do que amo desde que me conheço por gente: música! E se for autoral, melhor ainda! E já que não tive uma banda, me realizo falando e escrevendo sobre rock and roll! Punk de alma e de coração, vivendo em paz ! E…BORA PRO ROCK!

Me sigam no Instagram: @dna_rock_brasil

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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINE̅NSE.

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