Sexo tântrico, mas nem tanto: conheça o edging

TIATELMA (2)

Por Telma Elorza

“Meu marido e eu estamos pensando em apimentar nossas relações sexuais. Mas nós não gostamos muito de fetiches que você já sugeriu na coluna. Estamos pensando em fazer aulas de sexo tântrico, mas, infelizmente, teríamos que viajar para São Paulo para fazermos, já que aqui no interior é difícil achar. E isso pode demorar ainda algum tempo para se concretizar. Tem alguma sugestão que poderia ir ‘quebrando o galho’, por enquanto?”

Eu adoro quando recebo mensagens de casais que, mesmo com anos de convivência, querem dar uma apimentada nas relações. Muito bem, casal! É assim que se faz. Vamos fugir da rotina e botar fogo nos lençóis.

Sim, já dei várias sugestões de fantasias e sobre como tirar a vida sexual da mesmice, reacendendo o tesão, como nessas colunas, aqui e aqui, por exemplo. Sobre sexo tântrico, falei pouco porque não tenho conhecimento prático, infelizmente. Mas é uma coisa que acho que vale a pena experimentar sim. Eu tenho uma amiga massoterapeuta que fez o curso e disse que é uma loucura. Enfim, acho que vale muito a pena investirem nisso. Afinal, o Tantra ensina, entre outras coisas, a desacelerar. Parece simples, mas estamos numa época que fazemos tudo correndo. Às vezes, até o sexo vira uma corrida em direção ao orgasmo. Muita performance e pouca curtição do momento.

Por isso, enquanto vocês não conseguem fazer o curso, vou sugerir outra brincadeira. E a primeira regra dela é que o orgasmo não será o objetivo principal. Estranho, né? Mas é o mesmo princípio do sexo tântrico. Quando tiramos a “obrigação” de gozar, passamos a prestar mais atenção ao caminho.

Quase um sexo tântrico? Não sei, mas vale a pena conhecer

É aqui que entra uma técnica chamada edging. O nome parece complicado, mas a prática é bastante simples. Vocês simplesmente diminuem o ritmo ou até param tudo quando estiverem chegando ao orgasmo. Esperam alguns instantes e voltam com as carícias. Param de novo e voltam. E assim vai por algum tempo. É muito bom (esse eu conheço e posso afirmar, kkkk).

O interessante do edging é que ele não serve apenas retardar e potencializar o prazer. Muitas pessoas relatam que passam a perceber melhor as respostas do próprio corpo, descobrem novas sensibilidades e tem orgasmos mais intensos. Além disso, a técnica ajuda o casal a desenvolver uma melhor comunicação, até a não verbal, porque exige atenção aos sinais do corpo do parceiro e aos próprios limites.

Outra prática que pode ser utilizada é o gooning. O gooning é quase a mesma coisa que o edging, só que voltado para a masturbação.  E, diferente do edging, a prática está mais voltada para um estado prolongado de grande excitação sexual. Para vocês, a minha sugestão é usar o gooning como uma preliminar. Seja de forma individual ou juntos.

Por exemplo, imagine que você e seu marido combinem fazer o gooning separados. Se masturbam até a beira do orgasmo e param. Isso, durante várias vezes ao dia. À noite, quando se encontraram, vão estar literalmente pegando fogo e a cama vai tremer.

Outra ideia: você pode convidar seu marido para assisti-la (e vice e versa) fazendo gooning durante o dia (pode ser até pela em videochamada) e segurando o próprio orgasmo para quando estiverem juntos. Garanto que vão ter experiências inesquecíveis.

E quero lembrar uma coisa importante. Vocês não precisam ter um curso específico de sexo tântrico para melhorar a vida sexual. Acho válido fazer? Acho. Adoraria fazer também. Mas sexo de qualidade e cheio de tesão não depende de curso. Depende de duas pessoas que decidem pensar em possibilidades maravilhosas para satisfazer uma a outra. Usar técnicas úteis e divertidas é interessante, mas o mais importante é a verdadeira intimidade e a vontade de curtir o momento, de dar e receber prazer.

Espero ter ajudado.

Tem dúvidas sobre sexo? Mande sua pergunta para telma@olondrinense.com.br

A leitora e o marido estão pensando em fazer curso de sexo tântrico, mas enquanto não conseguem concretizar esse planto, Tia Telma apresenta o edging
Tia Telma versão Inteligência Artificial

Quem é Tia Telma?

Telma Elorza é jornalista, divorciada, xereta por natureza e que sempre se interessou muito por sexo. Com a vida, aprendeu várias coisas, mas a principal é que sexo é uma coisa natural e deve ser sempre prazeroso.

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