Adam Smith: o pai da economia moderna e seus desafios contemporâneos

Adam_Smith

Por Cláudio Chiusoli

Na coluna comento a respeito de um dos mais destacados pensadores econômicos: Adam Smith (1723/ 1790). Ele é amplamente estudado nos cursos de economia e administração.

Em 1776, o filósofo e economista escocês publicou “A Riqueza das Nações”, onde analisa a forma como as nações se enriqueceram. O livro nasceu como uma crítica ao mercantilismo, uma forma de sistema econômico da época, que considerava a riqueza de um país pela quantidade de ouro e prata guardados em seus cofres e defendia o forte controle estatal.

Entendia que a riqueza de uma nação não reside no ouro que o rei acumula em seus cofres, mas sim ao padrão de vida da população. Se as condições de vida da população são precárias, a nação é considerada pobre, mesmo que seus líderes possuam grandes fortunas.

Adam Smith afirmava que nenhuma sociedade pode prosperar e ser feliz se a maior parte de seus cidadãos viver na pobreza e na miséria.

Adam Smith descreveu a teoria da mão invisível, onde ao buscar o seu próprio interesse financeiro, o indivíduo acaba, sem querer, promovendo o bem-estar da sociedade. O padeiro não faz o pão por caridade, mas para lucrar; contudo, para lucrar, ele precisa entregar um pão de qualidade e com preço justo, alimentando a comunidade. Assim, o mercado se autorregula.

Em 1776, o pensador econômico Adam Smith desenvolveu a Teoria da Mão Invisível. Será que continua atual?
Imagem gerada por IA/ChatGpt

Do lado produtivo postulou a divisão do trabalho, no qual a teoria da administração passou a estudar, como exemplo, a fábrica de alfinetes. Citava que se um trabalhador fizesse todas as etapas sozinho, produziria talvez um alfinete por dia. Dividindo o processo em operações especializadas (um puxa o arame, outro corta, outro afia), um pequeno grupo conseguiria produzir milhares de alfinetes diariamente, gerando um salto gigantesco de produtividade.

Adam Smith e o Estado

Por fim, em relação ao Estado, Adam Smith defendia que deveria atuar em três frentes fundamentais:

  • Proteção da sociedade contra a violência e a invasão estrangeira.
  • Proteção do cidadão da injustiça ou opressão dos outros, prevalecendo a justiça e o direito à propriedade privada.
  • Criação e manutenção de obras e instituições públicas que indivíduos privados não conseguiriam financiar por conta própria, como estradas, saúde, segurança e educação básica.


Ler e escrever este texto dá a impressão de que estamos discutindo um economista contemporâneo, concorda?

Fique por dentro.

Foto principal: reprodução da internet

Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do Youtube e minhas redes sociais Linkedin, Facebook e  Instagram.

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Respostas de 3

  1. Cara Telma, por favor comente a fala do Hauly sobre seu voto na 6×1. É risível sua posição de Madalena arrependida!
    Abraço

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