Por André Luiz Lima
Na arte dos encontros, um sonho de criança pode nos levar para longe. Mas, às vezes, o que transforma mesmo é aquilo que não sonhamos. Estava em Paris, em um evento da Embaixada do Equador, quando conheci Chantal Manoncourt. Uma francesa elegante e curiosa, com os olhos vivos de quem sempre procura algo além. Conversamos, trocamos ideias e memórias, e logo senti que ali havia uma ponte invisível sendo criada entre mundos que à primeira vista pareciam distantes: Egito, Brasil, Europa, América Latina, passado e presente.
Chantal tinha se apaixonado pelo Egito aos 12 anos. Estudou arqueologia, história antiga e epigrafia na Sorbonne. Queria ser egiptóloga e, de fato, mergulhou fundo nessa civilização de deuses com cabeças de animais, rainhas lendárias e tumbas milenares. Mas, como o destino gosta de brincar com a rota dos apaixonados, foi o Brasil — e não o Egito — que se tornou o grande amor da sua vida.

A bordo de um cargueiro do Havre ao Rio de Janeiro, Chantal desembarcou em um país que ela mal conhecia, sem falar português, sem muitas referências, mas com a alma aberta. O que encontrou aqui foi mais que paisagem: foi um modo de viver, uma abundância de encontros e expressões humanas que lhe ensinaram uma coisa que nem os deuses egípcios lhe haviam revelado — o valor do Agora.
Eu, brasileiro, ator, comunicador e viajante curioso, aprendi desde cedo que o Brasil me oferecia o dom da escuta, da mistura, da improvisação, da arte de transformar. O maravilhoso de nascer em um país de grande miscigenação é que se abriram dentro de mim portas para enxergar o mundo com vários olhos. A arte me ensinou a valorizar o conteúdo e não apenas a aparência. Fui fiel aos meus sonhos desde menino — e os levei comigo por vários países, buscando encontros que dessem sentido à minha caminhada.

Caminhos cruzados em Paris
E foi assim que, naquele dia em Paris, nossos caminhos se cruzaram como por encanto. Eu trazia minha bagagem de artista e observador do humano. Chantal trazia sua sede de mistério e sua paixão por narrativas transformadoras. O encontro aconteceu. E o Brasil, mais uma vez, fez sua mágica: revelou-se como um país capaz de ensinar a viver o presente. O mesmo Brasil que me formou e que agora me inspira a criar pontes — entre culturas, pessoas e tempos.
Nesse instante nasceu algo maior: o embrião do projeto Brasil Extraordinário.
Brasil Extraordinário: a série começa agora
O Brasil que Chantal viu, sentiu e viveu, é o mesmo que muitos brasileiros ainda não enxergam por completo. Um Brasil profundo, múltiplo, de beleza indomável e sabedoria silenciosa. O Brasil Extraordinário nasce como uma série documental, artística e sensível, para revelar esse país através dos olhos de pessoas como ela — e como você, que também carrega encontros transformadores.

A primeira temporada está sendo desenhada com muito cuidado e começa por três estados que simbolizam os pilares dessa travessia:
Minas Gerais, com sua memória barroca e sua arquitetura viva;
Bahia, com sua ancestralidade, religiosidade e arte vibrante;
Sergipe, onde o Brasil profundo se revela em sua essência poética e resistente.
Cada episódio será uma travessia — entre pessoas, lugares e histórias. E cada cena trará uma pergunta: O que o Brasil ainda pode revelar para o mundo?
Conexões vivas, encontros reais
Desde o nosso encontro, Chantal tornou-se também cronista. Hoje escreve a coluna Conexão Europa no jornal O LONDRINE̅NSE, onde compartilha vivências e olhares sobre a França para o público brasileiro. Mais uma ponte, mais um desdobramento natural da nossa proposta: conectar o Brasil ao mundo através da cultura, da empatia e da beleza do viver.
A Arte dos Encontros não é apenas o nome de uma coluna — é uma maneira de viver, de filmar, de viajar, de contar histórias. É um chamado para que mais pessoas possam olhar o Brasil com olhos novos. E para que o mundo o conheça além dos estereótipos.

Um convite a parceiros, sonhadores e apoiadores
Este é um convite aberto. Aos que enxergam na cultura uma força diplomática. Aos que acreditam que os encontros mudam o mundo. Aos que sentem que o Brasil é mais do que se vê nos noticiários.
O projeto Brasil Extraordinário já foi aprovado pelo Ministério da Cultura via Lei Rouanet.
Empresas e pessoas físicas podem deduzir do IR devido.
É uma oportunidade única de transformar vidas — e ainda obter benefícios fiscais — apoiando diretamente a produção cultural brasileira.
O projeto está em fase de pré-produção e busca apoios institucionais, culturais e afetivos. Buscamos parceiros que queiram fazer parte de algo único, que dialogue com a França, com a história, com a educação e com o turismo que transforma. Queremos embaixadas, secretarias, marcas e agentes culturais conosco, nessa jornada.
O Brasil, para Chantal, ensinou o presente. Para mim, ensinou o reencontro com a beleza. E para você — o que o Brasil pode ensinar?
Vamos descobrir juntos?
Viva a arte dos encontros.
Foto principal: Salvador – Foto: Pexels

André Luiz Lima
Londrinense, ator, diretor, professor, palestrante e produtor cultural. Siga os Instagrans de André, @allconnecting e @aondevaiandre
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(*) O conteúdo das colunas não reflete, necessariamente, a opinião do O LONDRINE̅NSE.


Respostas de 8
Belíssima surpresa!!! Você merece!! Sempre em frente!! VIVA!!!
Viva!
Que esse trabalho venha para revelar relações que tragam conhecimento, interação, história e, principalmente, encontros.
Exatamente Benícia! Assim será em Ouro Preto. Revelando as relações, trazendo história, conhecimento, interação e os encontros que nos conectam e transformam. Obrigado por fazer parte.
Exatamente Benícia! Assim será em Ouro Preto. Revelando as relações, trazendo história, conhecimento, interação e os encontros que nos conectam e transformam. Obrigado por fazer parte.
Parabéns, Andre¡ Sucesso!
Obrigado Carina.
Achei maravilhoso este projeto, para ens André. Beijos. Ivone.