Por Telma Elorza
Volta e meia recebo e-mails de leitores sobre assuntos variados, dentro da temática sexo, claro, mas que não valem uma coluna. Principalmente aqueles e-mails que trazem perguntas pessoais, onde querem saber de um tudo, inclusive sobre minhas práticas sexuais. kkk Ao longo de seis anos de colunas Tia Telma Responde, colecionei algumas perguntas que achei divertidas, interessantes ou simplesmente sem noção nenhuma. Assim, vamos para um sessão “leitores perguntam, eu respondo”. E, não, não é porque estou sem novas perguntas paradas esperando, mas porque resolvi me divertir um pouco. Então, vamos a elas.
Leitores perguntam
“Você conhece todos os tipos de fetiches que existem?
Não, eu não conheço todos os tipos de fetiches. Existem fetiches que nunca sequer foram nomeados e são poucos conhecidos. E sabe por que? Porque eles são individuais, nascidos ainda na tenra infância, segundo Freud. No texto “Fetichismo”, o psiquiatra interpreta a peculiaridade de certos objetos/partes do corpo escolhidos para serem fetichizados como substitutos fálicos, a fim de reprimir e negar a descoberta de que a mãe não tem um pênis (o que ele chama de “castração da mãe”) e o próprio medo do homem de ser castrado. Então, tudo vai depender da vivência da pessoa, do seu subconsciente e até a forma que assimilou tudo isso. Enfim, é muito particular e pode ser muito, muito estranho para quem está de fora da cabeça do fetichista. E como são 8 bilhões de pessoas no mundo, imagine a quantidade de fetiches individuais que podem surgir.
“Já viveu experiências diferentes/bizarras no sexo?”
Acredito que todo mundo, algum dia, passou isso, algo extremamente bizarro. Aquela coisa que, depois que acontece, você fala: “não acredito que fiz isso”. Pois é, já aconteceu comigo também. Mas não vou contar o que foi, pode esperar sentadinho. HO! E se você não experimentou nada diferente, você não está vivendo o sexo na sua plenitude.
“Você tem squirt quando goza?”
Eu disse que algumas perguntas são extremamente íntimas, mas como já respondi espontaneamente essa pergunta na coluna Existe mesmo ejaculação feminina, não vejo nenhum problema de respondê-la aqui. Sim, já tive um episódio de squiting, mas não foi aquela coisa espetaculosa que se vê em filmes pornôs. O lençol só ficou um pouco molhado. Ah, e foi um só. Nunca repeti.
“Acho você muito experiente e legal. Que tal colocarmos em prática o que você escreve?”
Por incrível que possa parecer essa pergunta chega sempre, nas mais variadas versões. Homens assim chamam de “gostosa” até o avatar que uso, uma imagem criada por Inteligência Artificial (aqui, no fim da coluna) para ilustrar. E, sobre essa pergunta, não tem muito o que responder a não ser “não, obrigada”.
“Qual a sua maior fantasia na cama?”
Deitar e dormir 8 horas de sono ininterruptas, HO! Sério, meu sonho. Agora, sobre fantasias sexuais, aí é outra história.
“Ainda tem fantasias a realizar?”
Já realizei muitas fantasias na minha vida. Mas ainda tem algumas que pretendo continuar tentando. Só não achei o parceiro certo ainda, mas vou chegar lá.
“Mucilon ou véio da lancha?”
Mucilon, para quem não sabe, é como as redes sociais chamam os rapazes novos que se interessam por mulheres mais velhas e vice-versa. E para responder essa pergunta vou contar alguns segredinhos. Aos 20 anos, namorei um rapaz de 16; só me interessei pelo meu ex-marido porque ele aparentava ser mais novo que eu, embora fóssemos da mesma idade. Depois do divórcio, tive um único relacionamento com um cara mais velho e não gostei. Já namorei caras mais novos que meu filho. Tá respondido?
“Você vai continuar a ser uma velha safada até quando? Não está na hora de sossegar a raba?”
Aos 117 anos, quando pretendo morrer fazendo sexo com dois caras de 37. HO! E não tem idade para sossegar a raba. O importante é viver bem a vida e sexo faz parte dela, portanto, enquanto há vida pode e deve haver sexo bom e variado. Nem que seja com um vibrador potente. Nosso maior órgão sexual é o cérebro e, portanto, enquanto ele estiver são e lúcido – e for bem estimulado – podemos ter sexo de qualidade a qualquer idade.
“Você me parece uma gorda doida. Já deve ter sido muito rejeitada sexualmente por homens”
Ah, que engraçado. Quando a mulher é bem resolvida com o próprio corpo e com sua sexualidade, é chamada de doida. Então eu sou doidona, HO! Pode me chamar de gorda à vontade, isso para mim não é xingamento. Sou gorda, sim, e uma grande gostosa. E quanto a ser rejeitada sexualmente, isso é normal. Acho que todo mundo já foi, alguma vez, rejeitada(o) sexualmente por alguém que a(o) interessava. E está tudo bem. Bola para frente. Isso não diminuiu em nada minha autoestima porque a gente não pode controlar o que atrai sexualmente no(a) outro(a). O mais difícil é lidar com ego ferido de machinhos que não sabem levar um NÃO na cara e partem para ofensas, como se a mulher não tivesse o direito de escolher quem leva ou não para sua cama. Esses são mais comuns que os que rejeitam.
Espero ter ajudado.

Tem dúvidas sobre sexo? Mande sua pergunta para telma@olondrinense.com.br
Quem é Tia Telma?

Jornalista, divorciada, xereta por natureza e que sempre se interessou muito por sexo. Com a vida, aprendeu várias coisas, mas a principal é que sexo é uma coisa natural e deve ser sempre prazeroso.
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