A noite, a noite das estrelas!

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Por Rogério Rigoni

Fala meninas e meninos do Rock!

Com este título, que é parte de um poema do grande Augusto Silva em parceria com Herman Schmitz (Manifesto da poesia ZOOM), começo esta matéria falando de domingo passado, precisamente 05/12. Depois de anos sem sair para rolê nenhum, mesmo antes dessa pandemia do inferno, que já levou mais de meio milhão de almas (O verme não é coveiro, então está tudo certo, né?), fomos no show do Droogies e Red Mess, no Barbearia. Tudo bem que não é mais a minha praia e da Ângela, além do mais eu evito ir em bares e festas, conheço muito bem minha adicção e não quero brincar com ela (ela não sabe brincar). Mas eram duas “pusta” banda que nós curtimos e já tocamos no DNA Rock Paraná. O Droogies tocamos o CD inteiro deles, em programas alternados. O Red Mess vai rolar mais “trampo” dos meninos no DNA Rock Paraná. Chegamos no bar já eram umas 16h30 e já tinha uma galerinha na calçada tomando umas, dando risada, escutando uma música ambiente vindo do bar…. Entramos para conhecer o Barbearia. Pode crer meu camarada, olha o tempo que existe a “parada” e nós nunca tínhamos entrado nesse bar.

Nós ficamos “de cara” com a decoração do lugar, tem até a foto do nosso amigo Milton Paes (Miltinho) “in memoriam”. Fiquei tão feliz quando vi a foto dele lá! É daquele jeito que eu sempre lembro do cara.

As horas foram passando e a galera chegando, os equipamentos já estavam montados e prontos para gritar! De repente o lugar estava lotado, tanto dentro como fora, na calçada, do outro lado da rua. A galera tomando uma “breja”, aquele cheiro de risada no ar. Tudo na paz, sem nenhuma treta, sem nenhuma discussão. Manja aquele som das Velhas Virgens? “E todo mundo fumou e bebeu para se divertir” então… tipo assim.

Cara, que demais viver novamente esta experiência diurna, noturna com outros olhos e cabeça. Que lindo saber que o mundo ainda tem jeito, foi massa ver a mulherada cheia de atitude, com suas tatuagens, roupas descoladas, cabelos coloridos, curtos, compridos… Quando começou o show, algumas até entraram na roda para “pogar” junto com os caras. Quando o Droogies tocou uma versão mais “pau” de uma música da banda Surface, o pogo ficou nervoso! Mas não foi só nesse som que abriu a roda para a galera “pogar”, foram várias músicas que agitou quem estava ali para dançar. Que fantástico ver as tribos reunidas em um único objetivo: SE DIVERTIREM EM PAZ!

O legal é que encontramos pessoas que não víamos a anos. Pessoas que a gente conhecia só pelo Instagram ou whatsapp. Pessoas que conhecemos lá, foi muito especial.

Pena que não assistimos o show inteiro do Red Mess, como eu escrevi lá em cima, eu não posso brincar. Um gole é muito e quinhentos é pouco.

Foto: Acervo Pessoal

A Ângela e a Ana Paula Barcellos se divertiram e trabalharam (ou foi ao contrário?) As duas também escrevem para este jornal, então elas aproveitaram e já bateram um monte de fotos para serem usadas nas suas respectivas matérias. Eu fiquei lá, observando a galera tocando e até bati cabeça, meio que longe da galera que tava “pogando”. Foi nessa que percebi que estou igual ao Glauber do Caverna Estudio: Um cavalo véio e cansado kkk (Saudades, Aladin!)

E assim terminou nosso “dia/noite” de domingo. Quero aproveitar e agradecer ao Droogies pelo show e pelas palavras do Teixeira ao DNA Rock Paraná. O D.R.P é da “Cena Autoral Independente”. Eu e a Ângela procuramos contribuir um pouco com o rico e árduo trabalho desta cena FODA!

Peço perdão ao Red Mess, por não poder assistir ao show inteiro. Tenho certeza que oportunidades não vão faltar.

Quero agradecer imensamente ao meu amigo, escritor, poeta e professor Augusto Silva. Que nas suas milhões de pastas e subpastas de arquivos não conseguiu achar o poema. Mas o cara é tão foda, que ele transcreveu o poema de alguns anos atrás, para eu encerrar esta matéria com ele:

Manifesto da poesia ZOOM

Armado apenas de palavras

O poeta atira

e acerta no que não mira.

Microscópio:

O dia a dia das bactérias.

Telescópio:

A noite a noite das estrelas.

Nem zen

que não tem:

ZOOM!!!

Então te dou 20 poetas diferentes

pra você passar pra frente.

Escreveu não leu

o poema é meu.

Na city ou no mato

é cobra engolindo sapato:

DICHAVEX!!

No Futuro

criança já vai nascer sabendo.

Você que é moderno

perdeu as novidades lendo.

Pós, contra ou retrô

lá vai o metrô

e o senhor:

Sinta o gostinho da pimenta malagueta!

LETRA: Augusto Silva & Herman Schmitz

Música: Bônus Trash

BORA PRO ROCK!

Rogerio Rigoni


Foi comerciante a vida toda, se rebelou e assumiu seu lado de escultor. A música que sempre foi sua paixão! Rock and roll na vida e na arte!

Foto: Acervo pessoal

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