Totó entrou em nossas vidas em 2006. Um filhotinho lindo de três meses, uma mistura de Cocker, por parte de mãe, e sabe se lá o quê, por parte de pai. Logo caiu no agrado dos meus dois netinhos, o Murilo e a Mariana, na época com cinco e três anos, respectivamente.

Os dois ainda iam para a creche e, para não deixar Totó sozinho em casa, eles o traziam para a casa da vó toda manhã, numa sacola, e o levavam de volta à tarde, até que ele acabou ficando em definitivo na minha casa. O nome Totó, foram os dois pequenos que escolheram.
Totó foi muito bagunceiro quando novinho, muitos chinelos estragados, pés de mesa comidos, mas sempre muito dócil e amigo. Ele ainda é muito safado, faz xixi na cortina do tanque e nos meus vasos de plantas que ficam no chão. Quando eu vejo e digo: ‘Não acredito que você fez isso!’. Pronto… ele some sem precisar dizer mais nada. É um barato.

Hoje, os netos cresceram e o Totó virou nosso xodó. É muito inteligente e atento a tudo. Quando percebe que eu e meu marido estamos prontos para sair, me vê com a bolsa na mão e ouve o barulho da chave do carro, ele já vai sozinho para a casinha dele, sem precisar mandar.

Meu marido tem uma oficina de conserto de calçados e o Totó é seu ‘mascotinho’, fica o dia todo deitado na porta olhando o movimento da rua, e todos o conhecem. As crianças que frequentam uma escola, que fica ali perto de casa, chegam a brigar para se sentarem na porta da oficina e brincar com ele toda tarde.
Não conseguimos mais chamá-lo apenas pelo primeiro nome. Agora, o nome dele é Totó Filho. (Por Diva Romualdo Nunes )


Uma resposta
Acho muito legal mostrar nossos bichos de estimação, como são tratados, amados e respeitados, como animais …nao só mostrar o lado ruim….o abandono, maltratos, e também a ostentação. Quem sabe assim conseguiremos mudar o coração de muitos.