Empresa fez investimentos na planta de Londrina para que insumo não falte
Telma Elorza com assessoria
O LONDRINENSE
A superlotação nos hospitais de todo Brasil – a maioria de pessoas que precisam de ajuda para conseguir respirar -, fez crescer o consumo de oxigênio medicinal. Só no Paraná, o consumo do medicamento cresceu em 87% e, em Londrina, 37%, segundo uma das maiores empresas fornecedoras de oxigênio para rede pública e privada, a White Martins. Preocupado com a possibilidade de desabastecimento do gás, como a que o ocorreu no Amazonas, O LONDRINENSE procurou a empresa para saber como está a situação. E se surpreendeu com uma boa notícia: a empresa investiu em sua planta, em Londrina, para que não haja esse risco.
No Paraná, entre seus clientes medicinais, a empresa registrou vendas de 3.177.102 milhões de metros cúbicos de oxigênio líquido nos últimos seis meses (entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021), uma média de 17.553 mil metros cúbicos por dia. Nos primeiros 16 dias de março deste ano, a empresa forneceu 523.727 mil metros cúbicos de oxigênio para estas instituições de saúde, uma média de 32.733 mil metros cúbicos por dia. Este incremento está acima da previsão contratual com os clientes.
Em Londrina, a empresa informou que foram fornecidos, aos seus clientes medicinais contratados da rede pública e privada, 950.856 metros cúbicos de oxigênio líquido nos últimos seis meses (entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021), uma média de 5.253 mil metros cúbicos por dia. Nos primeiros 16 dias de março de 2021, a empresa forneceu 115.237 mil metros cúbicos de oxigênio para as instituições de saúde, uma média de 7.202 mil metros cúbicos por dia. Também acima da previsão contratual e acima da média histórica.
Para atender o aumento na demanda na região, a empresa realizou a troca do tanque de oxigênio da sua planta na cidade, para ter uma maior capacidade de estocagem; fez quatro adequações de estocagem e ampliou mais de 20 redes e centrais de reserva de cilindros. Além disso, também aumentou os turnos de produção e passou a operar aos finais de semana, o que antes não ocorria. Além disso, disponibilizou mais veículos dedicados ao atendimento medicinal e contratou dois novos motoristas.
Segundo a empresa, é importante que as instituições de saúde utilizem o oxigênio corretamente para garantir o uso consciente deste medicamento. A companhia tem alertado os seus clientes para que reparem todo e qualquer vazamento de oxigênio na tubulação, postos de consumo, válvulas e fluxômetros; só utilizem fluxo de gás recomendado por terapia (excesso de oxigênio causa danos à saúde) e garantam que não haja vazamento em nenhuma das roscas se for inevitável duplicar saídas de oxigênio (postos de consumo).
A empresa também já alertou as autoridades que a transformação de unidades de pronto atendimento em postos de atendimento para pacientes com Covid-19, sem um planejamento adequado envolvendo os fornecedores de oxigênio, também traz uma série de dificuldades logísticas e pode comprometer a confiabilidade do abastecimento. Segundo a White Martins, estas unidades não contam com os equipamentos de estocagem e distribuição adequados e, em geral, não permitem o acesso de equipamentos de distribuição de maior porte (carretas), agravando demasiadamente o atual estresse logístico dos recursos de distribuição disponíveis no país. A prática só deve ser feita com o conhecimento prévio dos fornecedores do insumo.
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