Titi, a rainha da casa

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Quando nós resgatamos a Titi – que, na verdade, chama Pitica Anjo -, ela cabia na minha mão. Embora tivesse os dentinhos e a veterinária dissesse que tinha uns 40 dias, ela mal abria os olhinhos e não sabia comer. Tive que dar leite batido com ração de filhote no conta-gotas para ela. Ela tão pequena que a gente achava que não sobreviveria. Sobreviveu. Tem 10 anos e é a prima-dona da casa.

Pitica virou Titi porque o neto não conseguia falar o nome correto. Chamava de Titica. Para não ter nome de cocô, começamos a chamar de Titi porque ele conseguir falar. Ficou Titi. A gatinha, manhosa, sempre foi na dela e, em vez de disputar minha atenção como todos os outros gatos que tive, ela preferia o colo do meu filho, o mano Zé. Onde ele estava, ela estava. Era a paixão da vida dela até que ele casou e mudou de casa. Aí a Titi ficou triste e, depois, decidiu que eu era dela. Assim como as outras. Dá muita confusão em casa.

Titi é sossegada. Quer que o mundo acabe em cama. É a mais gordinha de todas e a que come menos. Por que, então, da “bolosidade”? Porque não gosta de por os pezinhos no chão. Passa o dia inteiro no mesmo lugar, se puder. Mas, nem por isso essa “ode à preguiça em forma de gata” é tranquila. Pelo contrário. É ranheta até com outros gatos. Só aceita mal e mal a Ramona porque ela já estava aqui, quando Titi chegou. Com Dona Mimi Pancceta é um berreiro e rosnados o dia inteiro. E à noite também.

Titi é o máximo. A rainha da casa. (Telma Elorza)

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