O que a gente sabe até agora sobre o Google Stadia

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Quem gosta de games deve ter acompanhado, na última semana, um lançamento que promete mexer com esse mercado milionário ainda em 2019. É o Stadia, a nova plataforma de jogos revelada pelo Google na Game Developers Conference, em São Francisco. É um negócio revolucionário na forma de entrega dos jogos ao cliente final, já que não vai mais haver um console próprio nos moldes de Playstation, Xbox e Switch (para falar dos mais recentes) e sim um streaming dos jogos em qualquer plataforma que rode o navegador Chrome. Qualquer plataforma. QUALQUER UMA, celular, TV, até mesmo na sua geladeira se ela tiver acesso à internet e puder ser hackeada para a instalação do Chrome. Como diz a página oficial do serviço, “o futuro dos jogos não é numa caixa.”

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O que se sabe até agora desse novo sistema? No lançamento, o Google promete que o serviço estará apto a rodar os games em 4K / 60 fps com uma internet de no mínimo 30Mbps (aqui estamos falando de 30 mega de verdade, não do tipo que estamos acostumados no Brasil). Em casos de conexões mais lentas, a resolução deve ser menor. Quer jogar off-line? Não dá, é preciso uma conexão permanente com a internet. Vai ter jogos AAA logo no lançamento? Talvez um ou outro, já que logo de cara a ideia é lançar jogos pequenos e focados nas capacidades específicas do Stadia. Se você quiser jogar num computador, por exemplo, vai poder usar seus controles já suportados pelo sistema operacional – como os de PS4 e Xbox One. Para jogar na TV por meio do Chromecast vai ser necessário o controle proprietário do Stadia – que terá seu próprio Wi-Fi para diminuir a latência da conexão.

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O que ainda não se sabe: vai funcionar no Brasil? Provavelmente, num futuro não tão distante. Dá para chutar uma data? Não, absolutamente. Mas num dos slides da apresentação dá para ver bastante pontinhos marcados em território brasileiro, bem atrás do CEO do Google, Sundar Pichai. Esses pontinhos representam servidores e conexões de hardware para prover o serviço Stadia.

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O Google garante que, para se vencer nesse mercado, não é necessário que outros players percam. Diferente de outros tempos em que o mercado de clones abastecia quem não podia comprar um hardware de “marca” – como o Dactar para o Atari e o Top Game da CCE para o NES – hoje ou você compra um console caríssimo ou fica de fora da festa. E a promessa do Stadia é bem simples: você está assistindo um trailer do jogo no YouTube, por exemplo, e ficou com vontade de jogar pode fazê-lo em menos de 10 segundos, sem instalação nem nada, direto no navegador. Como o serviço vai ser precificado? Também é um mistério até agora.

De qualquer modo, esse parece ser um daqueles momentos em que a indústria sofre uma guinada importante. Pode ser que essa ideia seja uma tendência daqui para frente, e que os consoles venham a ser obsoletos. Os jogos físicos já o são, vide o lançamento de uma versão all-digital do Xbox One, sem o leitor de discos. Ou pode ser um fiasco completo, nos moldes do Zeebo, uma tentativa nacional feita pela TecToy de oferecer jogos via streaming que praticamente morreu antes de nascer.

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