A espera finalmente chegou ao fim. Estreou na quinta feira (7), mais um filme do Universo Marvel. Estamos falando de Capitã Marvel, o primeiro filme do estúdio protagonizado por uma mulher, mostrando mais uma vez que os executivos estão antenados com o que acontece no mundo, dando mais um passo rumo à diversidade, após o estrondoso sucesso de Pantera Negra.
A expectativa estava alta, especialmente depois de ver as cenas pós créditos de Guerra Infinita e que, dizem, será ela a grande arma para derrotar Thanos no próximo filme dos Vingadores, com estreia prevista já para o próximo mês.
O grande mérito do filme é que ele se passa nos anos 90 (o primeiro da cronologia dentre os 21 filmes lançados com o selo Marvel de qualidade nos cinemas), como ficou claro nos trailers de divulgação e há uma chuva de referências dessa época, das músicas, do figurino, dos brinquedos e de muitas piadinhas que funcionam, especialmente se você tiver vivido neste período.
Brie Larson, com um Oscar debaixo do braço pelo longa O Quarto de Jack, faz o que pode com o roteiro que tem em mãos, mas é pouco para seu enorme talento e, ouso dizer, que ela não arrebanhará uma legião de fãs, como aconteceu recentemente com o filme da rival DC e seu Mulher-Maravilha, que aliás, é muito melhor. Faltou carisma, sobrou seriedade.
Por outro lado, temos um Samuel L. Jackson (coberto por um efeito digital sensacional que o deixou muito mais jovem) em sua melhor participação no universo cinematográfico da Marvel. Sério, o filme é dele todas as vezes que está em cena. O elenco coadjuvante estelar também não faz feio, especialmente Ben Mendelsohn e Lashana Lynch. Gosto especialmente do gato, Goose.
Apesar de ser um filme de origem, os roteiristas foram espertos em acelerar o processo e já começamos a projeção com a personagem Carol Danvers num exaustivo treinamento dos Kree. E dá-lhe sequências de lutas e muita ação do começo ao fim, especialmente quando a protagonista aterrissa na Terra, ou seja, tudo aquilo que os fãs da MCU esperam ver nas telas.
E como já é padrão nos filmes da Marvel, fique até o final, pois são duas cenas pós crédito (e uma delas é simplesmente sensacional) e faz um link direto com Vingadores: Ultimato.
Obs: Chegue no horário para não perder a bela homenagem ao mestre Stan Lee. O cinema aplaudiu e vibrou como há tempos não via.
Foto: Divulgação
Marcelo Minka

Graduado em licenciatura em Artes Visuais, especialista em Mídias Interativas e mestre em Comunicação com concentração em Comunicação Visual. Atua como docente em disciplinas de Artes Visuais, Semiótica Visual, Antropologia Visual e Estética Visual. Cinéfilo nas horas vagas.

