Integração. Essa é a palavra da educação do futuro, aquele que já está nos batendo à porta. Como sociedade, convivemos o tempo todo com a linguagem computacional, com inteligência artificial, com a internet das coisas, muitas vezes de forma imperceptível. Mas, para que, de fato, a educação se torne adequada aos novos tempos, não bastam salas de informática ou computadores de última geração. O que precisamos é integrar. Integrar alunos, integrar professores e os trabalhos que favoreçam competências e habilidades necessárias à nova realidade, como colaboração, comunicação e empatia.
Misturar alunos de turmas e séries diferentes, estimula-los a desenvolver projetos juntos – o que é uma metodologia ativa do aprendizado –, incentivar a o espírito lúdico, a criatividade, a vivência, a autonomia e muitas outras características e qualidades são fundamentais para o aprendizado personalizado e customizado que exige a educação do futuro. Muito mais do que investir milhares de dinheiros em estruturas físicas, salas diferentes e equipamentos de última geração. Tudo isso é importante, claro! Mas, se não houver uma mudança de mentalidade e cultura, de nada adianta.
Tudo está conectado. Somente envolvendo os alunos no processo, assim como – e principalmente – os professores é que se pode desenvolver essa nova realidade educacional. Como eu disse, não precisa de muita estrutura. Entretanto, se a escola largar na mão dos estudantes umas sucatas e recicláveis, permitindo-os que deem asas à imaginação, certamente o processo educacional ficará mais interessante e, com certeza, caminhará para frente! Perceba que a estrutura depende da motivação e do envolvimento dos alunos, que depende de poucas coisas.
Não é difícil remover os obstáculos para a educação ideal, aquela que alia o conteúdo, a prática, as novas tecnologias e os protagonistas do aprendizado (alunos e professores). Os problemas estão muito mais na resistência das pessoas que na falta de elementos, equipamentos e tecnologia. É preciso sempre se lembrar que grandes mudanças começam com pequenos passos. Vamos caminhar juntos?
Tiago Mariano

Formado em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pós-graduado em Ensino e História. Atualmente ministra aulas no Colégio Estadual Olavo Bilac, em Cambé, no Colégio Maxi, em Londrina, e é coordenador pedagógico da startup londrinense EducaMaker. Em 2018, foi premiado pela Google for Education (2018) com o primeiro lugar nacional no Programa Boas Práticas pela criação de um método de formação de alunos de alta performance.
Foto: Pixabay

