Críticos X artistas

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No começo do século 20, surgiram vários movimentos de arte, alguns deles já citei aqui, e todos foram importantes para cada fase que a humanidade passou. Mas, hoje, quero abrir uma discussão para os movimentos artísticos contemporâneos!

Aliás, só a palavra “contemporâneo já envolve muita polêmica. Chama-se contemporâneo sobre o que está acontecendo no momento…Ele veio depois do movimento da era “moderna”, então ninguém sabe que nome dar para o próximo passo da arte…Dentro desse momento temos a land art, minimalismo, arte digital, instalações, objetos e a arte conceitual.

Várias correntes de críticos “torcem os narizes” para a boa e velha tela, ou papel, e dizem que estão fora do contexto atual….  Estamos num tempo em que a opinião alheia e da mídia influencia demais os artistas, e muitos viraram celebridades.

Não é mais o artista que lança tendências ou discussões sobre temas importantes, mas na maioria das vezes é o mercado falando mais alto. Ao invés de usarem as mídias para difundir suas ideias, deixam –se levar pela forma mais fácil de fama.

Desde os anos 1980, aqui no Brasil, quem tem mandado nos artistas são os críticos. Eles mandam no mercado de arte e escolhem a seu bel prazer quem lhes dá mais lucro…

Fora a velha mania de voltarem seus olhos para o eixo Rio –São Paulo, é possível perceber isso em qualquer grande exposição que acontece nesse país! Nomes como o do grande ceramista Francisco Brennand só aparecem porque ele criou um mundo independente e paralelo!

Estamos num momento em que existem no Brasil grandes artistas trabalhando em carreiras totalmente fora da arte apenas para sobreviver, com seus ateliers cheios de obras fantásticas, enquanto as galerias e museus buscam os artistas celebridades e que estão na moda, por assim dizer…Que fique claro que nem por um momento estou desmerecendo o trabalho de nenhum colega, mas fazendo critica sim, ao velho eixo Rio – Sampa, as galerias, museus, curadores das grandes bienais que nos deixam absolutamente de fora dessas exposições!

Em Londrina, então!! Estamos completamente isolados e sem perspectivas! É triste como vejo muitos colegas passando por enormes dificuldades, e com obras dignas de grandes galerias e mostras, com seus trabalhos guardados e sabe –se lá quando serão exibidos!

É com pesar que analiso o que seremos amanhã pois, como disse, estamos alheios de todo grande movimento artístico e grande parte dessa responsabilidade são dos críticos e curadores que tem por trabalho difundir e descobrir valores novos no mundo das artes.

Vai demorar…como tudo por aqui! Pois é uma mudança de mentalidade, tanto para nós, como artistas, valorizarmos nosso trabalho, como para o público apreciar e os críticos e curadores voltarem seus olhos para o mercado interno e levar nossas obras para fora do país!

 E para nós, artistas, cabe darmos mais valor ao nosso trabalho, sabendo que somos profissionais e que nossas obras são importantes para a história da cidade e do Brasil.

Ate mais pessoal e boa chuva a todos!

Fotos: Acervo pessoal

Angela Diana

Sou londrinense e me dedico à arte desde 1986 quando pisei pela primeira vez no atelier de Leticia Marquez. Fui co-fundadora da Oficina de Arte, em parceria com Mira Benvenuto e atuo nas áreas de pintura, escultura, desenho e orientação de artes para adolescentes e adultos.

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