Equipe da UEL fará vistoria em viadutos da PR 455

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Vistoria faz parte de acordo com DER, MP e construtora

Agência UEL

Equipe de professores e estudantes do curso de Engenharia Civil, do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), realiza, nesta quinta-feira (28), a 31ª vistoria nos viadutos da rodovia PR 445, nos cruzamentos das avenidas Dez de Dezembro (período da manhã) e Waldemar Spranger (período da tarde). A vistoria é parte de um acordo entre o Ministério Público de Londrina, Departamento de Estradas de Rodagem (DER-Paraná) e a construtora Sanches Tripoloni, responsável pelas obras. As obras nos dois viadutos apresentaram problemas estruturais antes de serem concluídos e a justiça chegou a proibir a conclusão.

A professora Raquel Souza Teixeira, do Departamento de Construção Civil, do CTU, explica que o trabalho consiste em fazer a leitura de inclinometria para avaliar o recalque da fundação dos aterros de encostas dos viadutos. “Recalque é a deformação [rebaixamento] vertical da fundação que pode causar danos à estrutura dos viadutos”, afirma a professora.

A Universidade realiza esse trabalho desde 2017 e, ao todo, foram realizadas 30 medições, por meio do projeto “Estudo do comportamento mecânico dos solos da região de Londrina com ênfase em obras de terra”. O projeto tem a participação de professores, estudantes de graduação, de mestrado e de doutorado.

A professora Raquel Teixeira afirma que esse é um bom exemplo de prestação de serviços que a Universidade pode realizar para a comunidade. “A parceria entre as instituições e a construtora rendeu bons frutos para a UEL, que terá a posse do equipamento [inclinômetro] ao final das atividades”.

Nos próximos dois anos, a UEL continuará a coletar os dados para atender projetos de pesquisa, de iniciação científica, de trabalhos de conclusão de curso e, também, de pós-graduação. A professora justifica o tempo de quatro anos para a coleta de dados, porque o período inclui quatro estações climáticas completas, em que o clima, principalmente a quantidade de chuvas, pode provocar interferência no comportamento do solo.

A estudante de doutorado Flávia Gonçalves, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil do CTU, que integra a equipe da professora Raquel Teixeira, afirma que os recalques da fundação estão controlados, sem apresentar riscos. “Os dados mostram que o rebaixamento está dentro dos limites estabelecidos no projeto”.

Nos primeiros meses, a vistoria das obras era realizada três vezes por semana. Atualmente, é realizada a cada dois meses. O estudante do mestrado de Engenharia Civil Diego Manchini Milani, que também integra a equipe do projeto, destaca a possibilidade de conhecer técnicas recentes. “São equipamentos que não havia durante a minha graduação. É bom aprender técnicas novas”.

O também estudante do mestrado Renan Braga Zanin diz que não é comum ver equipamentos como os usados na vistoria para realizar as medições do recalque da fundação. “Por isso, acompanhar esse trabalho possibilita muito aprendizado”, comenta.   

Foto: Print de vídeo da RPC TV, durante a construção do viaduto

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