Por Cláudio Chiusoli
Estamos em um novo ciclo de corrupção no país, caracterizada por um aumento na vulnerabilidade e na incerteza jurídica. Os investidores analisam o Brasil com cautela e temem em fazer negócios aqui. Isso prejudica nossa economia e, sem dúvida, afeta a população brasileira.
Fica a reflexão: o que tem em comum o crime organizado, a lavagem de dinheiro, o caso do banco Master, o desvio do INSS e o judiciário e políticos envolvidos em escândalos?
Trata-se de um tema já comentado anteriormente: o Índice de Percepção da Corrupção (IPC). Esse indicador é relevante para que empresas estrangeiras consultem o IPC antes de decidirem investir em um país; quanto mais baixa a nota, maior o risco associado ao país.
Não é surpresa que o Brasil permaneça com um baixo Índice de Percepção da Corrupção, muito aquém dos países que obtêm melhores avaliações, pois é um importante parâmetro internacional que mede a corrupção no setor público, devido as notícias recentes sobre diversos escândalos.
Desde 1995, a Transparência Internacional publica anualmente um relatório que classifica nações de acordo com a percepção de corrupção entre especialistas e líderes empresariais.

A pontuação varia de 0 (zero) a 100 (cem), onde 0 (extremamente corrupto) representa um ambiente de total descontrole, falta de transparência e instituições frágeis, enquanto 100 (muito íntegro) simboliza uma visão de alta integridade, controles eficazes e um sistema de justiça que funciona adequadamente.
Brasil tem pontuação de 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção
Nesse sentido, o Brasil ocupa a 107ª posição entre 182 países analisados, com uma pontuação de 35 pontos, o que representa a segunda pior classificação na história recente do Brasil (que começou em 2012), ficando atrás apenas do recorde negativo de 2024.
Esse índice tem servido como um indicador das crises políticas e da efetividade (ou retrocesso) das instituições que regulam a nossa sociedade.
Variações na pontuação brasileira normalmente refletem alterações na autonomia da Polícia Federal, do Ministério Público e nas legislações que visam combater a impunidade.
O indicador torna-se importante para entender a pressão política como uma forma de exigência da sociedade civil em relação aos governantes.
Além disso, demonstra uma correlação positiva, onde nações com melhores pontuações no IPC tendem a oferecer serviços de saúde, segurança, educação de qualidade e menor desigualdade social entre os cidadãos.
Foto principal: imagem gerada por IA/Freepik
Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do Youtube e minhas redes sociais Linkedin, Facebook e Instagram.
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