Com quais correntes do pensamento econômico você se identifica?

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Por Cláudio Chiusoli

Levando em conta o artigo anterior, enumero e explico aqui as principais correntes de ideias econômicas que influenciaram a teoria contemporânea, que englobam as escolas: Clássica, Neoclássica, Keynesiana, Marxista, Austríaca e a de Chicago (monetarista).

Elas divergem sobre o papel do Estado na economia, a autorregulação dos mercados, a eficiência dos preços e a gestão de crises, influenciando políticas econômicas até hoje.

Existem várias correntes do pensamento econômico. Você conhece? Com qual se identifica?

As principais correntes, autores e foco principal:

Escola Clássica (1776 – 1870): principais pensadores – Adam Smith, David Ricardo, Jean-Baptiste Say. Foco na livre concorrência, divisão do trabalho e pelo menor custo de produção. Acredita na “mão invisível” do mercado, ou seja, que o mercado se autorregula sem a necessidade de interferência do Estado (laissez-faire).

Escola Marxista (1848): pensador – Karl Marx. Foca na exploração da mão de obra, a concentração de capital e o lucro, com crítica à política capitalista e foco na luta de classes. Tem como ideia que a economia capitalista é instável, gerando crises recorrentes e desigualdades.

Escola Neoclássica (1870 – 1929): principais pensadores – Jevons, Carl Menger. O foco é no subjetivismo e individualismo, com ênfase no comportamento das empresas na maximização do lucro e como os consumidores decidem quanto comprar com base na sua satisfação.

Escola Keynesiana (1930): pensador – John Maynard Keynes. O foco é na demanda agregada e o pleno emprego. O pensamento foi desenvolvido após a crise de 1929, argumentando que o mercado não se autorregula perfeitamente e que o Estado deve intervir por meio de gastos públicos e de políticas fiscais e monetárias para garantir o pleno emprego e estabilizar a economia, especialmente em recessões.

Escola Austríaca (1870): pensador – Carl Menger. Tem foco no processo de mercado, enfatiza a ação humana individual, subjetivismo, incerteza e tempo. Rejeita o uso de modelos matemáticos complexos para prever a economia, preferindo a lógica dedutiva e a análise histórica. Defende a não intervenção do Estado na economia, a valorização do empreendedorismo e a formação de preços pelo mercado.

Escola de Chicago ou monetarista (1910): pensador – Milton Friedman. O foco é no monetarismo e na defesa do livre mercado, a desregulamentação e a estabilidade de preços por meio do controle da oferta de moeda. Defende que a inflação é um fenômeno estritamente monetário, causado pelo excesso de dinheiro circulando em comparação à produção e propõe pouca intervenção estatal, focada apenas na política monetária.

Essas correntes influenciaram o debate atual. Algumas defendem uma intensa ação do Estado, outras defendem um envolvimento mais equilibrado e há aquelas que não querem qualquer participação. E com qual dessas você se identifica mais?

Fotos: reprodução da internet e freepik

Cláudio Chiusoli

Professor de Administração na UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro Oeste /PR. Economista formado pela UEL. Pós-doutor em Gestão Urbana pela PUCPR. Mande sua sugestão ou dúvidas para prof.claudio.unicentro@gmail.com. Acompanhe meu canal do Youtube e minhas redes sociais Linkedin, Facebook e  Instagram.

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