Uso de canetas emagrecedoras é problema sem avaliação médica

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Uso indiscriminado e fora de contexto traz riscos significativos para a saúde

O LONDRINE̅NSE com assessoria

O crescimento do uso das chamadas canetas emagrecedoras tem levantado debates importantes na área da saúde. Desenvolvidas para o tratamento de condições específicas e com benefícios comprovados quando bem indicadas, essas medicações não são vilãs. O problema começa quando seu uso acontece de forma indiscriminada, sem avaliação médica e fora do contexto adequado. É o que diz a médica nutróloga Giovanna Spagnuolo Brunello, formada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e pós-graduada em Nutrologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

“Essas canetas são medicamentos, ferramentas terapêuticas eficazes e seguras quando utilizados corretamente, com prescrição e acompanhamento profissional. No entanto, não se tratam de soluções mágicas. Para que atinjam seu real potencial, é indispensável que estejam associados a mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e acompanhamento contínuo da saúde do paciente”, avalia a especialista.

Sem avaliação clínica, canetas podem agravar condições de saúde

Na avaliação da médica, o uso sem orientação médica ignora um ponto essencial: cada organismo responde de forma diferente. “Sem uma avaliação clínica detalhada e a realização de exames, há riscos significativos de efeitos colaterais, interações medicamentosas e agravamento de condições de saúde pré-existentes. Nesses casos, o risco pode, sim, superar os benefícios esperados”, alerta Giovanna. Outro fator preocupante é a banalização dessas medicações, muitas vezes adquiridas pela internet ou utilizadas por indicação informal.

As canetas emagrecedoras podem ser aliadas em condições específicas. O problema está em seu uso sem avaliação e acompanhamento médico
Fotos: freepik

“Saúde não é mercadoria e não pode ser tratada como um produto comum de consumo. Medicamentos que atuam no metabolismo exigem responsabilidade, critério e conhecimento técnico para serem usados com segurança”, ressalta. Além disso, na avaliação dela, o acompanhamento médico permite ajustes de dose, monitoramento de efeitos adversos e avaliação contínua dos resultados, garantindo que o tratamento seja eficaz e, principalmente, seguro. “Ignorar esse processo é transformar uma ferramenta terapêutica valiosa em um potencial risco à saúde.”

Em resumo, na visão da médica especialista, as canetas emagrecedoras não são o problema. “O verdadeiro desafio está no uso inadequado, sem acompanhamento e sem responsabilidade. O caminho para o emagrecimento saudável passa pela orientação médica, pela individualização do tratamento e pelo compromisso com mudanças sustentáveis no estilo de vida.”

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